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“Brincadeira” nas redes sociais mata adolescente e assusta pais


Uma nova “brincadeira” lançada nas redes sociais, denominada rasteira, provocou a morte de adolescente Emanuela Medeiros, de 16 anos. A motivação foi um traumatismo craniano. A jovem chegou a ser medicada, porém não resistiu e foi enterrada nesta terça-feira (11). A fatalidade aconteceu na sexta-feira (7), em uma escola localizada na cidade de Mossoró (RN).

A brincadeira consiste em dar uma rasteira em um dos participantes. Duas pessoas ficam nas extremidades e pulam, incentivando quem fica ao centro imitar logo em seguida. Quando isso acontece, ambos dão a rasteira, fazendo com que a vítima caia de costas.

Segundo Wagner Lemos, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, regional Minas, o ato é grave devido à forma da queda e o local que pode ser lesionado.

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“Se o trauma ocorrer no crânio, o paciente terá um Trauma cranioencefálico (TCE), com limitação de movimentos e perda da sensibilidade. Se for na região cervical (pescoço), haverá dano à coluna medular, que fará a pessoa perder o movimento dos braços (paraplegia) ou dos braços e pernas (tetraplegia)”, explicou.

MOMENTO DE APREENSÃO

A brincadeira que tem viralizado na internet preocupa e é considerada de “extremo mau gosto”. A prática pode provocar sequelas e até matar, como aconteceu com adolescente.

O engenheiro de produção Antônio Afonso Alves, de 50 anos, é pai de um garoto de 13 anos. Para ele, a “brincadeira” é especialmente preocupante porque pode ocorrer nas escolas, em um período em que os adolescentes costumam ser influenciados pelos colegas.

“Em uma tentativa de se encontrarem, de saberem onde eles se enquadram ou se adaptam nos grupos, eles acabam, por vezes, indo ‘na onda’ dessas brincadeiras”, disse. O contra-ataque a essa realidade vem com diálogo aberto e franco sobre essa e outras questões. “Assim que recebi o vídeo ou mesmo quando recebo outros, que ridicularizam pessoas, eu mostro imediatamente ao meu filho e o oriento sobre os assuntos”, complementou Antônio, que é morador do bairro Nova Gameleira, na região Leste da capital. (Com Hoje Em Dia).


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