Cúmplices

“É preciso colocar a limpo o que aconteceu no nosso legislativo. Uma reforma que, se não fosse a pressão do Ministério Público, não aconteceria. Precisaria, de fato, uma interferência da promotoria para reduzir-se os gastos da Câmara? Não bastaria a simples consciência ou, melhor, o papel fundamental do legislador em priorizar as economias? Pior ainda é ter que ajeitar aqui e acolá, tentando na malandragem adaptar-se ao mínimo exigido pelo MP. Que vergonha. O eleitor não espera estratégias de quem elegeu ou o mínimo do que se pode dar. Quer sua representação legítima naquela que seria a Casa que representa sua voz. Depois de eleitos, aparecem poucas vezes no prédio e fazem de tudo para garantir um clique, como se este fosse uma comprovação do seu trabalho. Quem apresentou inicialmente uma Reforma para inglês ver, deve dividir com os outros a culpa daquilo que deveria ser feito corretamente no começo.”

(N.P.J.)