sexta-feira, 20 fevereiro, 2026
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Procon-SP identifica variação de quase 280% nos preços de material escolar

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Levantamento realizado pelo Procon-SP identificou variação de até 276,92% nos preços de materiais escolares vendidos em estabelecimentos da capital paulista. A pesquisa apontou diferenças expressivas entre papelarias e magazines visitados, reforçando a importância da comparação de preços antes da compra.

A maior variação foi encontrada na caneta esferográfica Trilux, da Faber-Castell. Em um dos estabelecimentos, o produto era vendido por R$ 4,90, enquanto em outro custava R$ 1,30. Apesar de se tratar de um item de baixo valor unitário, a soma dos preços ao final da lista pode impactar significativamente o orçamento das famílias.

Segundo o Procon-SP, o levantamento tem como objetivo auxiliar os consumidores na tomada de decisão, oferecendo referências de preços mínimos, médios e máximos praticados no mercado. O órgão também orienta que os consumidores reaproveitem materiais que já possuem em casa antes de realizar novas compras.

A pesquisa foi realizada em dezembro e analisou 134 itens, entre eles apontador, borracha, cadernos, canetas, cola, lápis de cor, lapiseiras, marcadores de texto, massa de modelar, papel sulfite, régua, tesoura e tinta para pintura. Os preços foram coletados em nove estabelecimentos distribuídos pelas regiões norte, sul, leste, oeste e central da cidade de São Paulo, nos dias 15 e 16 de dezembro, considerando pagamentos à vista no cartão de crédito.

Na comparação entre os anos de 2024 e 2025, considerando 118 produtos comuns nas duas pesquisas, foi constatada uma leve alta média de 0,14% nos preços. Alguns itens apresentaram aumento, como borracha, cadernos, lápis de cor, lapiseiras, massa de modelar, réguas e tesouras. Outros produtos registraram queda, entre eles apontador, caneta esferográfica, caneta hidrográfica, giz de cera, lápis preto e papel sulfite. No mesmo período, o IPCA apresentou variação positiva de 4,46%.

Além da capital, núcleos regionais do Procon-SP também realizaram levantamentos em cidades do interior e do litoral, incluindo Baixada Santista, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Sorocaba e outras regiões. Em todos os municípios analisados, foram constatadas diferenças significativas de preços entre os estabelecimentos.

O Procon-SP orienta que os consumidores verifiquem previamente quais itens da lista já possuem e se ainda estão em condições de uso. A troca de livros didáticos entre alunos também pode representar economia. Compras coletivas, realizadas por grupos de pais, podem garantir descontos em alguns estabelecimentos.

Outra recomendação é verificar se há diferença de preços conforme a forma de pagamento, como dinheiro, pix, débito ou crédito. O órgão lembra ainda que escolas não podem exigir a compra de materiais de uso coletivo, como produtos de limpeza ou escritório, conforme determina a legislação vigente.

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