Três décadas após a morte dos integrantes dos Mamonas Assassinas, um memorial foi inaugurado no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, para homenagear o grupo que marcou a música brasileira nos anos 1990.
A cerimônia, realizada no dia 2 de março, foi restrita a familiares e convidados. O espaço será aberto ao público e contará com o plantio de cinco jacarandás, cultivados com parte das cinzas de cada integrante. Segundo os organizadores, o gesto simboliza renovação e continuidade do legado da banda.
O projeto prevê um período de incubação entre 12 e 24 meses para que as sementes germinem e se transformem em mudas. Após essa etapa, as árvores serão plantadas em área externa já demarcada. Cada uma terá identificação nominal e recursos digitais que permitirão acompanhar o crescimento e acessar conteúdos multimídia sobre a trajetória do grupo.
O memorial ficará localizado atrás dos túmulos originais, que serão mantidos como referência histórica. A proposta é unir natureza e tecnologia, com totens interativos e acesso a vídeos, entrevistas e registros da carreira da banda. A visitação será gratuita.
Durante a exumação dos corpos, realizada no dia 23 de fevereiro, foram encontrados objetos preservados sobre os caixões. No caso do vocalista Dinho, uma jaqueta vermelha foi localizada intacta. Já sobre o caixão do guitarrista Bento Hinoto, foi encontrado um bicho de pelúcia em bom estado de conservação. Parte desses itens deverá integrar exposições futuras.
Além do memorial ecológico, familiares estudam a criação de um museu dedicado ao grupo, reunindo roupas e objetos pessoais. Também seguem em atividade projetos sociais ligados ao nome da banda.
Como parte das homenagens pelos 30 anos da morte do grupo, a TV Globo exibiu o documentário “Mamonas – Eu Te Ai Lóve Iú”, que relembra a trajetória dos cinco integrantes de Guarulhos.
Ainda não há data confirmada para a abertura oficial do memorial ao público, mas o espaço já está em fase final de implantação.



