segunda-feira, 9 março, 2026
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Assédio no trabalho: veja como reunir provas e denunciar o crime

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Casos de assédio moral e sexual no ambiente de trabalho ainda são uma realidade para muitos trabalhadores no Brasil. Para orientar vítimas e testemunhas, o Ministério Público do Trabalho (MPT) elaborou uma cartilha com orientações sobre como reunir provas e denunciar esse tipo de crime.

A iniciativa busca ajudar pessoas que, muitas vezes, não sabem como agir diante da situação ou têm receio de denunciar. Foi o caso de Ana, de 26 anos, que trabalhou durante seis meses em um supermercado e relata ter sofrido gritos e insinuações do chefe. Ela pediu demissão, mas não registrou denúncia por medo e por não saber como se defender.

Segundo a procuradora do trabalho Luciana Marques Coutinho, reunir provas é um passo importante para comprovar o assédio. Uma das possibilidades é gravar conversas em que ocorram ameaças, constrangimentos ou insinuações.

Outra orientação é manter um registro escrito dos episódios. Anotar datas, locais, horários e detalhes das situações pode ajudar a organizar as informações e fortalecer uma possível denúncia.

Mensagens, e-mails, bilhetes ou conversas em redes sociais também podem servir como prova. Esses registros ajudam a demonstrar o comportamento abusivo e podem ser utilizados em investigações ou processos.

Atualmente, a legislação brasileira exige que empresas tenham canais internos para receber denúncias de assédio moral e sexual. Além disso, as organizações devem promover ações de prevenção e treinamento sobre o tema.

As denúncias podem ser feitas ao Ministério Público do Trabalho, ao Ministério do Trabalho ou ao sindicato da categoria profissional. Também é possível procurar ajuda por telefone, por meio do Disque Direitos Humanos (Disque 100) ou da Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180.

Os registros podem ser feitos de forma anônima.

Especialistas destacam que mulheres são as principais vítimas desse tipo de violência no ambiente profissional, especialmente mulheres negras, que enfrentam maior vulnerabilidade nas relações de trabalho.

De acordo com a procuradora Luciana Marques, o assédio pode ocorrer não apenas no local de trabalho, mas também em viagens corporativas, eventos da empresa, deslocamentos e até mesmo no teletrabalho.

Apesar da gravidade do problema, muitos casos ainda deixam de ser denunciados. O medo de retaliações ou de perder o emprego faz com que muitas vítimas permaneçam em silêncio.

Por isso, especialistas reforçam que qualquer pessoa que presencie situações de assédio também pode denunciar, contribuindo para combater esse tipo de violência no ambiente profissional.

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