terça-feira, 15 setembro, 2026
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Fábrica de carro voador avança em SP e mira 480 aeronaves por ano

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Unidade da Eve em Taubaté deve iniciar produção comercial até o fim de 2028; primeiras entregas do modelo estão previstas para 2027

A primeira fábrica do chamado “carro voador” brasileiro avançou mais uma etapa no interior de São Paulo. A Eve Air Mobility prepara, em Taubaté, a unidade onde será produzido em série o Eve 100, uma aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical (eVTOL) desenvolvida com apoio da Embraer.

O projeto executivo da fábrica já foi concluído. Atualmente, a empresa trabalha nas adaptações da infraestrutura e na preparação dos espaços que receberão os equipamentos da primeira linha de produção.

A previsão é que a produção comercial comece em Taubaté até o fim de 2028, inicialmente com aproximadamente 300 trabalhadores. A primeira etapa terá capacidade para produzir até 120 aeronaves por ano, mas a estrutura foi planejada para crescer gradualmente e chegar a 480 eVTOLs anuais.

A capacidade máxima será alcançada conforme a demanda pelo modelo aumente.

Primeiras entregas podem ocorrer em 2027

Mesmo antes do início da produção em série em Taubaté, a Eve trabalha com a expectativa de realizar as primeiras entregas do Eve 100 em 2027.

A Revo, empresa de mobilidade aérea que será a primeira operadora do modelo em São Paulo, possui contrato com a Eve e prevê receber a primeira aeronave no quarto trimestre de 2027.

O cronograma, porém, depende da conclusão dos testes e da certificação pelas autoridades aeronáuticas.

Produção será ampliada em quatro etapas

A fábrica foi planejada de forma modular, com quatro módulos de produção, cada um com capacidade para até 120 aeronaves por ano.

As novas linhas serão instaladas gradualmente, de acordo com o crescimento da procura pelo eVTOL. Dessa forma, as 480 unidades representam a capacidade máxima projetada para a fábrica, e não a produção prevista para o primeiro ano de operação.

A unidade será instalada em uma área da Embraer em Taubaté, próxima à sede e às equipes de engenharia da fabricante de aeronaves em São José dos Campos. A localização também facilita o acesso às rodovias e à cadeia de fornecedores do setor aeronáutico do Vale do Paraíba.

Seis aeronaves serão produzidas para os testes

Antes do início da fabricação em série em Taubaté, a Eve pretende produzir seis aeronaves de conformidade nas instalações da Embraer em São José dos Campos.

Esses veículos serão utilizados na campanha de testes necessária para a certificação do Eve 100.

Protótipo já realizou voos

O primeiro protótipo em tamanho real do Eve 100 realizou seu primeiro voo em dezembro de 2025. Desde então, a aeronave passou por dezenas de testes.

Em agosto deste ano, a Eve realizou o primeiro voo de transição parcial. Na ocasião, o propulsor traseiro foi acionado durante o voo, iniciando a transição do deslocamento vertical para o voo horizontal sustentado pelas asas.

A certificação do Eve 100 no Brasil é conduzida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Eve também iniciou o processo para validação da certificação na Europa e trabalha com autoridades dos Estados Unidos.

Aeronave transportará quatro passageiros

O Eve 100 foi projetado para transportar quatro passageiros e um piloto, com autonomia prevista de até 100 quilômetros, principalmente para deslocamentos urbanos e regionais de curta distância.

O modelo contará com oito propulsores destinados à decolagem e ao pouso vertical, asas fixas para o voo de cruzeiro e propulsão traseira para o deslocamento horizontal.

Apesar de ser conhecido popularmente como “carro voador”, o Eve 100 é tecnicamente uma aeronave eVTOL, sigla em inglês para aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical.

Investimento de R$ 500 milhões

Em 2024, a Eve assinou um financiamento de R$ 500 milhões com o BNDES para apoiar o desenvolvimento da fábrica em Taubaté.

Na cotação utilizada pela empresa na época, o valor correspondia a aproximadamente US$ 88 milhões.

O projeto prevê a ampliação gradual da capacidade de produção, acompanhando a demanda pelo novo modelo de transporte aéreo.

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