Uma nova estratégia de fraude de identidade utiliza tecnologia de comparação facial para encontrar pessoas fisicamente semelhantes aos próprios criminosos. O método, chamado de “golpe do sósia”, foi identificado pela Serasa Experian e incluído no Mapa da Fraude do primeiro semestre de 2026.
A tática explora sistemas de reconhecimento facial utilizados em processos de validação de identidade, como cadastros e abertura de contas. Os criminosos começam pela própria imagem e utilizam ferramentas de comparação facial para localizar pessoas com características semelhantes.
A partir disso, procuram uma identidade que possa apresentar maior chance de passar pela validação biométrica. O método se diferencia de fraudes tradicionais, nas quais o criminoso geralmente parte dos dados de uma vítima específica para tentar assumir sua identidade.
Segundo a Serasa Experian, a biometria facial não deve ser utilizada como única camada de segurança. A recomendação é combinar o reconhecimento do rosto com validação de documentos, prova de vida, análise do dispositivo, conferência de dados cadastrais e avaliação de padrões de comportamento.
Fraudes bloqueadas
Dados do Mapa da Fraude apontam que as ferramentas antifraude da Serasa Experian identificaram e impediram 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre de 2026, alta de 32,9% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo a empresa, as tentativas bloqueadas estavam associadas a um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões que teria sido evitado.
Como se proteger
A orientação é evitar o compartilhamento de fotos de documentos e selfies segurando documentos em redes sociais ou aplicativos de mensagens. Dados pessoais e biométricos devem ser fornecidos somente em sites e aplicativos oficiais.
Também é recomendado utilizar senhas fortes e autenticação em dois fatores, desconfiar de pedidos inesperados de reconhecimento facial e manter celulares e aplicativos atualizados.


