Apesar do nome, Lua não ficará azul e poderá ser observada a olho nu
Os amantes da astronomia terão a oportunidade de acompanhar neste domingo (31) o fenômeno conhecido como Lua Azul, considerado raro por ocorrer apenas a cada dois ou três anos.
Apesar do nome, a Lua não muda de cor. O termo é utilizado quando ocorre uma segunda Lua Cheia dentro de um mesmo período específico do calendário lunar, um evento incomum que chama a atenção de observadores em todo o mundo.
Por que se chama Lua Azul?
Segundo a Nasa, a expressão surgiu há séculos e está relacionada a uma peculiaridade do calendário lunar. O nome não tem relação direta com a cor do satélite natural, mas com a ocorrência extra de uma Lua Cheia.
O primeiro registro conhecido do termo data de 1528. Historicamente, a expressão era usada para indicar uma Lua Cheia adicional que alterava referências tradicionais do calendário religioso.
Lua já ficou azul de verdade?
Em algumas ocasiões, a Lua chegou a apresentar tons azulados, mas por causas atmosféricas. Um dos casos mais conhecidos ocorreu após a erupção do vulcão Krakatoa, na Indonésia, em 1883, quando partículas lançadas na atmosfera modificaram a aparência da Lua.
Fenômeno semelhante também foi registrado em 1951, devido à fumaça de grandes incêndios florestais no Canadá.
Como observar o fenômeno
A Lua Azul poderá ser vista sem a necessidade de telescópios ou equipamentos especiais.
Para uma melhor observação, a recomendação é procurar locais com pouca iluminação artificial, longe dos centros urbanos. O principal desafio será torcer por céu limpo e sem nuvens para acompanhar o espetáculo astronômico.



