sábado, 29 novembro, 2025
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Nanotecnologia pode aumentar a resistência das plantas aos efeitos do clima, aponta estudo

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Um artigo científico publicado recentemente na revista ACS Omega aponta que a integração entre nanotecnologia, hormônios vegetais e microrganismos benéficos pode tornar a agricultura mais resistente aos efeitos das mudanças climáticas. O estudo contou com a participação de pesquisadores da Unesp e de instituições do exterior.

Intitulado “Integrando a tríade nano-fito-micro para uma agricultura sustentável e resiliente às mudanças climáticas”, o artigo demonstra que nanopartículas podem atuar como transportadoras de hormônios vegetais e substâncias bioativas, permitindo a liberação direcionada desses compostos nas raízes das plantas.

Paralelamente, bactérias promotoras de crescimento vegetal são utilizadas para fortalecer o funcionamento das raízes, aumentar a absorção de nutrientes e auxiliar as plantas a suportarem estresses ambientais, como períodos de seca, altas temperaturas e solos degradados.

De acordo com o estudo, a integração desses três elementos gera um efeito sinérgico, potencializando a entrega de moléculas reguladoras nas plantas, enquanto os microrganismos mantêm a microbiota do solo ativa e funcional. Isso contribui para um crescimento mais saudável e maior tolerância às variações climáticas.

Segundo o pesquisador Leonardo Fraceto, professor do Instituto de Ciência e Tecnologia do câmpus de Sorocaba da Unesp, a ação dos microrganismos varia conforme o tipo de solo e as condições climáticas. Ele destaca que os resultados apresentados no artigo demonstram que o desempenho desses organismos depende fortemente do ambiente em que atuam.

O estudo também aponta que a combinação entre nanotecnologia, hormônios vegetais e microrganismos pode melhorar o desempenho das plantas mesmo em condições adversas, como calor intenso, estiagem ou baixa fertilidade do solo. Além disso, o modelo abre novas possibilidades de pesquisa, como a seleção de microrganismos mais eficientes para cada cultura e a adaptação da tecnologia a diferentes sistemas agrícolas.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores ressaltam que ainda são necessários testes em condições reais de campo, sob estresse ambiental, além de estudos voltados à viabilidade econômica da aplicação em larga escala.

O artigo também indica que a tecnologia tem potencial para reduzir significativamente o uso de fertilizantes e pesticidas convencionais, contribuindo para práticas agrícolas mais sustentáveis.

O estudo completo está disponível para consulta na plataforma da revista científica. https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acsomega.5c07151

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