domingo, 4 janeiro, 2026
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Primeira Superlua de 2026 ocorre neste sábado (3) e será Lua Cheia de Perigeu

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A primeira chamada “Superlua” de 2026 poderá ser observada neste sábado (3). O fenômeno ocorre quando a Lua Cheia coincide com o perigeu, ponto de sua órbita em que está mais próxima da Terra. Astronomicamente, o evento é conhecido como Lua Cheia de Perigeu.

A Lua Cheia de janeiro acontecerá às 7h03 (horário de Brasília). Nesse momento, o satélite natural da Terra estará a cerca de 362 mil quilômetros de distância, o que faz com que pareça aproximadamente 6% maior e até 13% mais brilhante do que uma Lua Cheia média.

De acordo com o astrônomo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista, a Lua não muda de tamanho, apenas se aproxima mais da Terra ao longo de sua órbita. “Todo mês ela passa pelo perigeu e também pelo apogeu, que é o ponto mais distante. Quando o perigeu coincide com a Lua Cheia, temos o que popularmente se chama de Superlua”, explica.

Apesar do nome, a diferença visual é sutil. Segundo Langhi, a olho nu, a maioria das pessoas dificilmente perceberá alteração significativa no tamanho da Lua. “Mesmo para quem observa com frequência, essa diferença não é tão evidente”, afirma.

Em janeiro, o diâmetro aparente da Lua será de cerca de 32,92 minutos de arco, considerado relativamente grande quando comparado à menor Lua Cheia do ano, a chamada Microlua, prevista para 31 de maio, quando o satélite estará a mais de 406 mil quilômetros da Terra.

O físico e astrônomo João Batista Canalle, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, ressalta que o fenômeno não tem relevância científica. Para ele, o termo Superlua pode ser enganoso. “A Lua não fica gigante nem microscópica. Essas variações de distância são pequenas diante da distância média da Lua em relação à Terra”, afirma.

Especialistas explicam que o mesmo ocorre com o Sol: mesmo quando a Terra está mais próxima dele, como acontece no início de janeiro, não há mudança perceptível no tamanho aparente.

Assim, embora a Lua Cheia de Perigeu seja um evento interessante do ponto de vista astronômico, trata-se principalmente de uma coincidência orbital, sem impactos físicos ou visuais significativos para o observador comum.

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