Espaço do Projeto Cão Doutor, da GCM, foi criado para atendimento de crianças de 4 a 10 anos e conta com ambiente sensorial adaptado e equipe multiprofissional
A Guarda Civil Municipal de Rio Claro (SP) inaugurou a Sala de Cinoterapia do Projeto Cão Doutor, voltada inicialmente ao atendimento de crianças de 4 a 10 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e outras condições relacionadas à neurodivergência.
O espaço funciona no Canil da GCM e foi planejado para a realização de intervenções assistidas por cães. O ambiente conta com recursos de estimulação sensorial e foi adaptado para proporcionar segurança e acolhimento às crianças durante as atividades.
O projeto foi idealizado pelo subcomandante da GCM e médico-veterinário Igor Rafael de Carvalho, responsável técnico pela proposta e pelo desenvolvimento das ações de cinoterapia.
Segundo o secretário municipal de Segurança, Thalisson Mendes, a iniciativa amplia a atuação social e preventiva da Guarda Civil Municipal e aproxima a instituição das crianças, familiares e profissionais da área da saúde.
Cão Holly participa das atividades
O principal integrante canino do projeto é Holly, um Golden Retriever que já participa das ações de cinoterapia desenvolvidas pelo Canil da GCM.
Durante as sessões, a interação com o animal poderá ser utilizada como recurso complementar nas atividades voltadas à comunicação, atenção, confiança, coordenação motora, interação social, expressão emocional e participação das crianças.
Os guardas civis municipais que integram o Canil também participarão das atividades. Os agentes atuarão na condução segura do cão, organização das ações e acolhimento das crianças e familiares, sempre em conjunto com os profissionais responsáveis pelo atendimento.
Atendimento terá equipe multiprofissional
O projeto conta ainda com profissionais de diferentes áreas, incluindo psicólogos, terapeutas, fisioterapeutas e psicopedagogos, entre outros profissionais de saúde.
As atividades serão planejadas individualmente, levando em consideração as necessidades, características e objetivos de cada criança.
O acompanhamento também deverá respeitar os limites dos participantes e garantir atenção permanente à saúde e ao bem-estar de Holly.
Cinoterapia será complementar
A proposta não substitui tratamentos clínicos, educacionais ou terapêuticos convencionais. A cinoterapia será utilizada como intervenção complementar, aproveitando a interação entre a criança e o cão para favorecer o envolvimento nas atividades conduzidas pelos profissionais.
“A proposta é desenvolver um trabalho sério, responsável e fundamentado cientificamente. O Holly não estará na sala apenas como companhia, mas participará diretamente das atividades elaboradas pelos profissionais, sempre respeitando as necessidades da criança e as condições de saúde e bem-estar do cão”, explica Igor Rafael de Carvalho.
Além do trabalho terapêutico e socioeducacional, o projeto busca ampliar a inclusão e a integração entre segurança pública, saúde, educação e comunidade em Rio Claro.


