sexta-feira, 6 março, 2026
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EUA dizem que podem agir sozinhos na América Latina contra cartéis

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O governo dos Estados Unidos afirmou que pode realizar ações unilaterais na América Latina no combate a cartéis de drogas, caso considere necessário. A declaração foi feita pelo secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, durante a Conferência das Américas de Combate aos Cartéis, realizada na quinta-feira (5), em Doral, na Flórida.

O encontro reuniu representantes de 16 países latino-americanos e resultou em um acordo de cooperação para enfrentar organizações criminosas ligadas ao narcotráfico na região.

Durante o evento, Hegseth afirmou que os Estados Unidos preferem atuar em conjunto com os países aliados, mas que Washington está preparado para agir sozinho se entender que há ameaça à segurança do hemisfério.

Segundo ele, a iniciativa está alinhada à estratégia de segurança nacional dos EUA e ao que chamou de continuidade da Doutrina Monroe, política histórica da diplomacia norte-americana que defende a influência dos Estados Unidos nas Américas.

Especialistas em geopolítica avaliam que a declaração levanta preocupações sobre possíveis interferências externas na região. Para o professor Ronaldo Carmona, da Escola Superior de Guerra, a fala representa uma ameaça à soberania dos países latino-americanos.

Segundo ele, o combate ao tráfico de drogas deveria ser tratado principalmente como uma questão interna dos Estados Unidos, ligada ao controle de fronteiras e políticas domésticas.

A conferência ocorreu na sede do Comando Sul dos EUA, responsável pelas operações militares norte-americanas na América Latina e no Caribe. Participaram representantes da Argentina, Guiana, Bolívia, Equador, Paraguai, Chile, Peru, Belize, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, Jamaica, Panamá e Trinidad e Tobago.

Brasil e México já manifestaram que o combate ao narcotráfico deve ocorrer respeitando a soberania de cada país. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum afirmou que a cooperação com Washington precisa ocorrer com coordenação e igualdade entre os países.

Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou que o enfrentamento aos cartéis exige união entre os países da região, destacando que a violência causada pelo narcotráfico afeta principalmente as nações latino-americanas.

Nos últimos dias, alguns países também ampliaram acordos com os Estados Unidos. O Senado do Paraguai aprovou um acordo que permite a presença de militares norte-americanos no país com imunidade penal, enquanto o Equador anunciou operações conjuntas com os EUA contra organizações criminosas.

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