quarta-feira, 21 janeiro, 2026
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Piracicaba confirma primeiro caso de raiva em morcego em 2026

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O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP), confirmou o primeiro caso positivo de raiva em morcego no município em 2026. O animal foi encontrado no bairro São Dimas e a amostra do encéfalo foi analisada pelo Instituto Pasteur de São Paulo, laboratório de referência para o diagnóstico do vírus da raiva.

Em 2025, Piracicaba registrou sete casos positivos de raiva em morcegos, sem notificações da doença em cães ou gatos. Os registros ocorreram nos bairros Santa Teresinha, Vila Prudente (dois casos), Centro, Nova América, Água Branca e Jardim Monumento. Todos os morcegos identificados apresentavam hábitos insetívoros, ou seja, alimentavam-se de insetos.

Após a confirmação do resultado pelo laboratório estadual, o CCZ iniciou o protocolo de bloqueio sanitário, que consiste em ações educativas e preventivas em um raio de 500 metros a partir do local onde o morcego foi encontrado. As atividades começaram nesta terça-feira (20) e estão sendo realizadas pelas equipes do CCZ, sob orientação da médica veterinária Renata Rolim Vargas.

Durante as visitas domiciliares, os agentes orientam os moradores sobre a raiva, as formas de transmissão da doença, os procedimentos corretos ao encontrar morcegos vivos ou mortos e a importância da vacinação antirrábica anual de cães e gatos. Também são repassadas medidas de prevenção para evitar o contato com animais silvestres.

Embora a raiva canina esteja controlada no Estado de São Paulo, sem registros em humanos ou cães há 26 anos, o vírus segue circulando entre morcegos, que podem transmitir a doença a animais domésticos e pessoas. Em novembro de 2025, um caso de raiva em gato foi confirmado em Jundiaí, o que reforçou o alerta das autoridades sanitárias.

Mesmo com a suspensão das campanhas estaduais de vacinação antirrábica desde 2022, a imunização anual de cães e gatos continua obrigatória, conforme a Lei Estadual nº 2.858/54, e é considerada uma das principais estratégias do Programa de Vigilância e Controle da Raiva.

O médico veterinário Ételcles Mendes, do CCZ, destaca que a vacinação deve ser mantida inclusive para animais que vivem exclusivamente dentro de casa. Segundo ele, cães e gatos podem se infectar ao entrar em contato com morcegos contaminados dentro de residências ou apartamentos, especialmente os felinos, que possuem hábito de caça.

A Secretaria Municipal de Saúde mantém vacinação antirrábica permanente para cães e gatos, principalmente para aqueles que tiveram contato com morcegos, na sede do Centro de Controle de Zoonoses, localizada na Rua Dionízio Dal Picolo, próximo ao número 39, no bairro Jupiá. O atendimento é gratuito e realizado durante todo o ano.

Orientações à população

Ao encontrar um morcego, vivo ou morto, a recomendação é não tocar no animal. Sempre que possível, o local deve ser isolado e o CCZ acionado para recolhimento e orientação adequada.

O Centro de Controle de Zoonoses atende de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, e aos sábados, das 7h às 13h. O telefone para contato é (19) 3427-3008.

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