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As 5 condições crônicas mais comuns no Brasil

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Doenças crônicas impactam milhões de brasileiros e desafiam políticas de saúde, diagnóstico precoce e qualidade de vida; entender as condições mais prevalentes ajuda a priorizar cuidados

Doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) são um dos maiores desafios da saúde pública no Brasil. Elas se desenvolvem de forma lenta, têm duração prolongada e demandam acompanhamento contínuo, impactando diretamente a qualidade de vida e os custos dos sistemas de saúde.

Estima-se que mais de 57 milhões de brasileiros vivam com pelo menos uma condição crônica, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde.

Entre as mais comuns, estão hipertensão, diabetes, dores musculoesqueléticas e transtornos mentais, todas com forte associação ao estilo de vida, envelhecimento e desigualdades sociais.

A seguir, confira as doenças crônicas mais prevalentes no Brasil, seus impactos e as estratégias necessárias para enfrentá-las de forma efetiva.

A hipertensão arterial como principal condição crônica

A hipertensão é considerada a principal doença crônica não transmissível entre os brasileiros. Caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, essa condição é frequentemente silenciosa, o que dificulta seu diagnóstico precoce e agrava as consequências a longo prazo.

Prevalência e impactos na saúde cardiovascular

Estima-se que a hipertensão atinge cerca de um em cada quatro adultos no Brasil. Ela representa um importante fator de risco para doenças cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), que figuram entre as principais causas de morte no país.

A hipertensão também está relacionada à insuficiência renal e problemas de visão, comprometendo a saúde de forma sistêmica.

Fatores de risco e prevenção

A predisposição genética tem peso, mas hábitos como consumo excessivo de sal, sedentarismo, tabagismo, consumo frequente de álcool e obesidade aumentam consideravelmente o risco de desenvolver hipertensão.

A prevenção inclui mudanças no estilo de vida, controle de peso e alimentação saudável, além de aferições regulares da pressão arterial, principalmente após os 40 anos.

Diabetes e sua relação com estilo de vida

O diabetes mellitus é uma das doenças crônicas mais estudadas, dada sua alta prevalência e impacto multifatorial. No Brasil, o tipo 2, associado a maus hábitos alimentares e sedentarismo, é o mais comum.

Causas, tipos e complicações associadas

O diabetes tipo 1, de origem autoimune, surge geralmente na infância ou adolescência. Já o tipo 2 ocorre em adultos e idosos, embora venha crescendo entre jovens.

A doença se caracteriza pela resistência à insulina ou sua produção insuficiente. Quando não controlado, o diabetes pode causar complicações como neuropatias, doenças cardiovasculares, problemas renais e retinopatia diabética, que pode levar à cegueira.

Importância do controle glicêmico

A manutenção de níveis adequados de glicose no sangue é essencial para retardar ou evitar complicações. Esse controle envolve alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos, uso de medicamentos e, em muitos casos, acompanhamento multiprofissional.

O acesso a exames laboratoriais e a programas de educação em saúde também é crucial, especialmente em regiões mais vulneráveis.

Condições musculoesqueléticas e dor crônica

As dores musculoesqueléticas representam uma das principais causas de limitação funcional e afastamento do trabalho no Brasil. São responsáveis por impacto direto na qualidade de vida e aumento dos custos com reabilitação e previdência social.

Problemas de coluna, artrite e dores persistentes

Entre as queixas mais frequentes estão as dores lombares, hérnias de disco, osteoartrite e tendinites. Essas condições não afetam apenas a população idosa — trabalhadores jovens em atividades repetitivas ou com má ergonomia também são diagnosticados com frequência.

Muitas dessas dores se tornam crônicas, exigindo tratamento contínuo e impactando o bem-estar físico e emocional.

Relevância da prevenção e reabilitação

A prevenção passa por ações de saúde ocupacional, estímulo à prática de atividades físicas, fortalecimento muscular e ergonomia no ambiente de trabalho.

Quando a dor se instala, o acompanhamento com fisioterapia, reeducação postural e uso de medicações específicas podem minimizar os danos. Programas de saúde pública focados na prevenção da incapacidade são essenciais nesse contexto.

Depressão e outros transtornos mentais crônicos

A saúde mental também compõe o grupo de doenças crônicas e merece atenção especial. A depressão, em especial, é uma das mais prevalentes entre os transtornos psiquiátricos e impacta profundamente a vida social, familiar e profissional.

Prevalência e impacto psicossocial

Dados do Ministério da Saúde indicam que milhões de brasileiros convivem com depressão, transtorno de ansiedade generalizada, bipolaridade e outras condições psiquiátricas.

O sofrimento emocional constante, somado ao estigma e à desinformação, dificulta o reconhecimento do problema e o início do tratamento.

A depressão está entre os principais fatores de risco para o suicídio e para o agravamento de outras condições clínicas, como doenças cardíacas.

Barreiras ao diagnóstico e tratamento

Apesar da alta prevalência, muitos pacientes ainda enfrentam dificuldades para acessar atendimento psicológico e psiquiátrico.

Em áreas mais remotas, a falta de profissionais especializados agrava esse cenário. Além disso, o preconceito em relação ao tratamento com medicamentos ou psicoterapia ainda é uma barreira cultural.

Campanhas educativas e políticas públicas de saúde mental são fundamentais para mudar esse panorama.

Outras doenças crônicas relevantes no Brasil

Diversas outras condições compõem o cenário das DCNTs no Brasil e devem ser consideradas na formulação de políticas de saúde e estratégias de atenção primária.

Doenças respiratórias, colesterol alto e outras DCNTs

A asma, a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e as alergias respiratórias afetam milhões de brasileiros, especialmente em regiões urbanas e poluídas.

O colesterol alto, por sua vez, contribui para o aumento do risco cardiovascular e está frequentemente associado à alimentação rica em gorduras saturadas e ao sedentarismo.

Há ainda doenças autoimunes e condições como a osteoporose, que, embora silenciosas no início, exigem atenção contínua.

A importância do diagnóstico médico contínuo

A complexidade dessas doenças exige acompanhamento regular, diagnóstico precoce e adesão ao tratamento.

Investimentos em atenção básica, formação de equipes multiprofissionais e políticas de saúde preventiva são fundamentais para reduzir os impactos das doenças crônicas e garantir mais qualidade de vida à população.

Doenças crônicas e visibilidade para novas condições

Embora condições como hipertensão, diabetes, problemas musculoesqueléticos e transtornos emocionais liderem as estatísticas de doenças crônicas no Brasil, outras condições menos óbvias também merecem atenção crescente.

Pesquisas indicam que o lipedema, por exemplo, uma condição caracterizada por acúmulo anormal de gordura e sensibilidade dolorosa nas pernas que pode ser confundida com obesidade ou linfedema, tem prevalência significativa na população feminina brasileira e está ganhando espaço nos debates sobre diagnóstico e qualidade de vida.

Diante desse cenário, enfrentar as doenças crônicas no Brasil exige mais do que tratar os sintomas. É fundamental investir em prevenção, diagnóstico precoce e acesso contínuo aos serviços de saúde.

Fortalecer a atenção básica e ampliar o reconhecimento de condições ainda pouco diagnosticadas são passos importantes para melhorar a qualidade de vida da população.

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