domingo, 30 novembro, 2025
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Butantan esclarece 10 mitos sobre a vacina contra o HPV

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A vacina contra o HPV é uma das principais ferramentas de prevenção de diversos tipos de câncer em homens e mulheres. Mesmo com comprovação científica de eficácia e segurança, o imunizante ainda é alvo de desinformação. Para combater notícias falsas, especialistas do Instituto Butantan reuniram os principais mitos sobre a vacina e explicam por que eles não procedem.

A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde em dose única para meninas e meninos de 9 a 19 anos. Grupos prioritários também podem ser vacinados até os 45 anos, conforme critérios do Programa Nacional de Imunizações.

Segundo especialistas, a vacinação nessa faixa etária é essencial porque ocorre antes do início da vida sexual, período de maior exposição ao vírus, além de gerar resposta imunológica mais duradoura.

Confira os principais mitos esclarecidos pelo Butantan:

  1. A vacina incentiva o início da vida sexual
    Não há qualquer evidência científica de que a vacinação influencie o comportamento sexual de adolescentes. O objetivo é exclusivamente a prevenção de doenças graves no futuro.
  2. A vacina causa câncer
    Pelo contrário, a vacina previne vários tipos de câncer. O imunizante é feito com partículas semelhantes ao vírus, sem material genético, e não causa infecção nem câncer.
  3. A vacina não é segura para crianças e adolescentes
    A vacina é considerada segura, possui registro na Anvisa e é utilizada no Brasil desde 2014, com monitoramento constante.
  4. A vacina tem muito alumínio e faz mal
    A quantidade de alumínio é mínima, utilizada apenas como adjuvante, e já é empregada há décadas em diversos imunizantes sem riscos à saúde.
  5. Dose única é menos eficaz
    Estudos recentes mostram que uma única dose garante proteção eficaz e duradoura, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde.
  6. Somente mulheres precisam tomar a vacina
    Homens também são afetados pelo HPV, que pode provocar câncer de pênis, ânus e garganta. A vacinação masculina protege o próprio indivíduo e reduz a transmissão.
  7. A vacina causa problemas neurológicos ou convulsões
    Mais de 15 anos de estudos não identificaram relação entre a vacina e essas condições.
  8. A vacina causa infertilidade
    Não há qualquer comprovação desse efeito. Ao contrário, ao prevenir o câncer de colo do útero, a vacina ajuda a preservar a fertilidade.
  9. A vacina aumenta o risco de trombose
    Pesquisas com centenas de milhares de pessoas não encontraram aumento no risco de coágulos em vacinados.
  10. A vacina provoca reação alérgica grave com frequência
    Reações anafiláticas são extremamente raras e os profissionais de saúde são treinados para lidar com esses casos.

Dados internacionais mostram que, só em 2019, mais de 690 mil casos de HPV foram diagnosticados no mundo. No Brasil, o câncer do colo do útero continua entre as principais causas de morte por câncer em mulheres.

Especialistas reforçam que a vacinação é segura, eficaz e fundamental para reduzir drasticamente a ocorrência de tumores associados ao HPV nas próximas gerações.

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