A vacina contra o HPV é uma das principais ferramentas de prevenção de diversos tipos de câncer em homens e mulheres. Mesmo com comprovação científica de eficácia e segurança, o imunizante ainda é alvo de desinformação. Para combater notícias falsas, especialistas do Instituto Butantan reuniram os principais mitos sobre a vacina e explicam por que eles não procedem.
A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde em dose única para meninas e meninos de 9 a 19 anos. Grupos prioritários também podem ser vacinados até os 45 anos, conforme critérios do Programa Nacional de Imunizações.
Segundo especialistas, a vacinação nessa faixa etária é essencial porque ocorre antes do início da vida sexual, período de maior exposição ao vírus, além de gerar resposta imunológica mais duradoura.
Confira os principais mitos esclarecidos pelo Butantan:
- A vacina incentiva o início da vida sexual
Não há qualquer evidência científica de que a vacinação influencie o comportamento sexual de adolescentes. O objetivo é exclusivamente a prevenção de doenças graves no futuro. - A vacina causa câncer
Pelo contrário, a vacina previne vários tipos de câncer. O imunizante é feito com partículas semelhantes ao vírus, sem material genético, e não causa infecção nem câncer. - A vacina não é segura para crianças e adolescentes
A vacina é considerada segura, possui registro na Anvisa e é utilizada no Brasil desde 2014, com monitoramento constante. - A vacina tem muito alumínio e faz mal
A quantidade de alumínio é mínima, utilizada apenas como adjuvante, e já é empregada há décadas em diversos imunizantes sem riscos à saúde. - Dose única é menos eficaz
Estudos recentes mostram que uma única dose garante proteção eficaz e duradoura, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde. - Somente mulheres precisam tomar a vacina
Homens também são afetados pelo HPV, que pode provocar câncer de pênis, ânus e garganta. A vacinação masculina protege o próprio indivíduo e reduz a transmissão. - A vacina causa problemas neurológicos ou convulsões
Mais de 15 anos de estudos não identificaram relação entre a vacina e essas condições. - A vacina causa infertilidade
Não há qualquer comprovação desse efeito. Ao contrário, ao prevenir o câncer de colo do útero, a vacina ajuda a preservar a fertilidade. - A vacina aumenta o risco de trombose
Pesquisas com centenas de milhares de pessoas não encontraram aumento no risco de coágulos em vacinados. - A vacina provoca reação alérgica grave com frequência
Reações anafiláticas são extremamente raras e os profissionais de saúde são treinados para lidar com esses casos.
Dados internacionais mostram que, só em 2019, mais de 690 mil casos de HPV foram diagnosticados no mundo. No Brasil, o câncer do colo do útero continua entre as principais causas de morte por câncer em mulheres.
Especialistas reforçam que a vacinação é segura, eficaz e fundamental para reduzir drasticamente a ocorrência de tumores associados ao HPV nas próximas gerações.



