quinta-feira, 19 fevereiro, 2026
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Campanha quer levar nome de pesquisadora brasileira ao Nobel de Medicina por estudo com polilaminina

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Uma mobilização nas redes sociais pede a indicação da bióloga Tatiana Sampaio ao Prêmio Nobel de Medicina. A campanha utiliza as hashtags #NobelParaTatiana e #NobelParaDoutoraTatiana com o objetivo de dar visibilidade internacional à pesquisa envolvendo a polilaminina, substância experimental desenvolvida no Brasil para tratamento de lesões medulares.

Tatiana Sampaio conduz há mais de duas décadas estudos na Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre o uso da polilaminina, proteína derivada da laminina, presente na placenta humana. Segundo a pesquisadora, a combinação dessas proteínas favorece a reconexão de neurônios e pode estimular a regeneração em casos de lesão na medula espinhal.

Saiba mais: Primeiro tetraplégico que voltou a andar com polilaminina surpreende e levanta 20 kg na academia

O tratamento ainda está em fase 1 de testes clínicos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e não é comercializado. Parte dos pacientes recebeu a substância em estudos acadêmicos, enquanto outros tiveram acesso por meio de decisões judiciais, no chamado uso compassivo.

Casos divulgados

Entre os casos divulgados publicamente está o de Bruno Drummond de Freitas, que sofreu lesão medular em 2018 após acidente de carro. Ele recebeu a aplicação da polilaminina ainda nas primeiras horas após o trauma e apresentou recuperação progressiva de movimentos ao longo dos anos seguintes. Recentemente, publicou vídeo mostrando treino de musculação, levantando 20 quilos na academia.

Outro caso citado é o de um policial que sofreu lesão por arma de fogo no Maranhão e recebeu a aplicação da substância poucos dias após o trauma. Segundo familiares, houve melhora em movimentos e na respiração, mas os dados clínicos detalhados não foram divulgados oficialmente em publicações científicas revisadas por pares com resultados consolidados de longo prazo.

Processo de indicação ao Nobel

A campanha nas redes sociais busca ampliar o conhecimento internacional sobre a pesquisa. No entanto, a indicação ao Prêmio Nobel é um processo restrito. No caso do Nobel de Medicina, apenas especialistas convidados pelo Comitê Nobel, como professores universitários, membros de academias científicas e laureados anteriores, podem apresentar indicações formais.

O reconhecimento depende da avaliação científica internacional e da validação ampla dos resultados por meio de pesquisas publicadas e replicadas por outros grupos independentes.

Desenvolvimento da pesquisa

O tratamento com polilaminina é desenvolvido em parceria com o Laboratório Cristália. A pesquisadora afirma que parte da trajetória do estudo ocorreu com recursos limitados, incluindo investimentos próprios para manutenção de patentes e continuidade das pesquisas.

Especialistas da área ressaltam que, embora os relatos iniciais sejam considerados promissores, são necessários estudos clínicos em fases mais avançadas, com maior número de participantes e acompanhamento prolongado, para confirmar segurança e eficácia antes de qualquer aplicação ampla.

A mobilização digital segue ativa, com apoiadores defendendo maior divulgação internacional da pesquisa brasileira sobre regeneração medular.

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