terça-feira, 28 julho, 2026
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Ciência anuncia mais dois casos de cura do HIV e total chega a 13 no mundo

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Pacientes permanecem sem o vírus após interromper tratamento; especialistas destacam que procedimento não é indicado para a maioria das pessoas com HIV

A comunidade científica anunciou mais dois casos de cura ou remissão prolongada do HIV, elevando para 13 o número de pacientes que permanecem sem sinais do vírus mesmo após interromperem o tratamento com medicamentos antirretrovirais.

A novidade foi apresentada durante a 26ª Conferência Internacional sobre AIDS, realizada no Rio de Janeiro, um dos principais eventos científicos dedicados ao tema. Os resultados ainda serão submetidos à publicação em revista científica para avaliação da comunidade médica.

Um dos pacientes, conhecido como “paciente de Kansas City”, está há 14 meses sem utilizar medicamentos contra o HIV. O outro, que também tratava uma hepatite B, completou 12 meses sem a medicação. Em ambos os casos, os exames continuam sem detectar a presença do vírus.

Os dois pacientes passaram por um transplante de células-tronco como parte do tratamento de um câncer no sangue. Após a recuperação, os médicos interromperam os antirretrovirais e, até o momento, o HIV não voltou a ser identificado.

Tratamento não é indicado para todos

Especialistas comemoram os resultados, mas reforçam que os pacientes seguirão sendo acompanhados para confirmar se a remissão será permanente.

Os pesquisadores também alertam que o transplante de células-tronco é um procedimento complexo, indicado apenas em situações muito específicas, como alguns tipos de câncer hematológico, e não representa um tratamento de rotina para pessoas que vivem com HIV.

Avanço para futuras terapias

Atualmente, os medicamentos antirretrovirais permitem que pessoas com HIV tenham qualidade de vida e mantenham a carga viral em níveis indetectáveis, impedindo também a transmissão sexual do vírus quando o tratamento é seguido corretamente.

O diferencial desses novos casos é que os pacientes deixaram de tomar os medicamentos e, mesmo assim, o HIV continuou indetectável nos exames.

Para os cientistas, cada novo caso de cura ou remissão ajuda a compreender melhor os mecanismos envolvidos e pode abrir caminho para o desenvolvimento de tratamentos mais simples, seguros e acessíveis, capazes de beneficiar milhões de pessoas que vivem com HIV em todo o mundo.

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