Celebrado em 5 de fevereiro, o Dia Nacional da Mamografia reforça a importância do exame como principal ferramenta para o diagnóstico precoce do câncer de mama, uma das doenças que mais acometem e causam mortes entre mulheres no Brasil. A data também chama atenção para os impactos negativos da desinformação relacionada à saúde.
Com o avanço da tecnologia e o maior acesso à informação, cresce a busca por métodos mais seguros e eficazes de prevenção e tratamento. Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou a ampliação do acesso à mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sinais ou sintomas da doença. A decisão se baseia no fato de que essa faixa etária concentra cerca de 23% dos casos de câncer de mama no país.
A ampliação aproxima o Brasil de protocolos adotados em países como a Austrália e fortalece o diagnóstico precoce. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres e o que mais provoca mortes, com cerca de 37 mil óbitos por ano.
Em contrapartida, especialistas alertam para o impacto da disseminação de informações falsas sobre o exame. O médico mastologista Daniel Buttros, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e presidente da Comissão de Comunicação da entidade, afirma que a desinformação tem causado prejuízos diretos à saúde da população.
“Eu garanto para você que muitas pessoas hoje se prejudicam por conta de informações falsas compartilhadas. É muito triste ver que alguns profissionais da área da saúde divulgam conteúdos sem comprovação científica, ou até comprovadamente falsos, apenas para gerar polêmica e engajamento”, afirmou.
Segundo o médico, o maior risco é a perda da oportunidade de diagnóstico precoce. “Quem acaba sofrendo são as pessoas que assistem a esses conteúdos e acreditam nessas desinformações. Talvez, lá na frente, essas mesmas pessoas tenham perdido a chance de fazer um diagnóstico de câncer de mama em estágio inicial porque confiaram nesse tipo de informação”, completou.
Vídeos e publicações nas redes sociais que apontam supostos perigos da mamografia, especialmente relacionados à radiação, têm alcançado grande número de mulheres. Especialistas esclarecem que o exame é seguro, rápido e amplamente utilizado no mundo todo, sem oferecer riscos à saúde quando realizado dentro dos protocolos médicos.
A Sociedade Brasileira de Mastologia reforça que a mamografia é a principal estratégia para reduzir a mortalidade por câncer de mama. O diagnóstico precoce permite identificar a doença em fases iniciais, quando as chances de cura são maiores e os tratamentos, menos agressivos.
Estudos comparativos realizados em países da Europa e da América do Norte indicam que a realização anual da mamografia em mulheres entre 40 e 75 anos pode reduzir a mortalidade por câncer de mama entre 20% e 30% em relação às mulheres que não realizam o exame regularmente.
Dr. Daniel Buttros é especialista no tratamento contra o câncer de mama, pesquisador em estilo de vida e câncer de mama pelo Projeto Flor Azul, professor no programa de pós-graduação em tocoginecologia da faculdade de medicina de Botucatu/UNESP e prof. do Claretiano Centro Universitário, além de presidente da Comissão de Comunicação da SBM – Sociedade Brasileira de Mastologia.
CRM:117.037 / RQE: 31.668.
Instagram – @drdanielbuttros
Nas redes sociais ele acumula mais de 1 milhão de seguidores, onde aborda assuntos como fé, saúde da mulher e o dia-a-dia com pacientes da rede pública e privada.



