Doença é silenciosa e pode ser descoberta somente após uma fratura
A osteoporose é uma doença silenciosa que reduz a densidade e a qualidade dos ossos, aumentando o risco de fraturas. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia, mais de 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais convivem com a doença no Brasil.
A condição afeta homens e mulheres de maneiras diferentes, principalmente por causa das alterações hormonais ao longo do envelhecimento.
Nas mulheres, a principal relação ocorre com a menopausa. O estrogênio ajuda a proteger a massa óssea, mas a produção desse hormônio diminui durante esse período, fazendo com que a perda óssea se intensifique por volta dos 50 anos.
Nos homens, a testosterona também exerce papel na proteção dos ossos. A redução dos níveis desse hormônio, porém, costuma ocorrer mais tarde, geralmente por volta dos 70 anos.
Exame ajuda a identificar a doença
A densitometria óssea é considerada o exame padrão-ouro para detectar a perda de massa óssea antes que ocorra uma fratura. A recomendação é que mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70 realizem a avaliação, mesmo sem histórico de fraturas.
Pessoas mais jovens também podem precisar do exame quando apresentam fatores de risco, como histórico familiar, tabagismo, consumo de álcool ou uso de medicamentos à base de corticoides.
A osteoporose normalmente não provoca sintomas evidentes. Um dos principais sinais é uma fratura após uma queda simples ou esforço considerado leve. Uma redução de aproximadamente 2 a 3 centímetros na altura também pode indicar uma fratura vertebral relacionada à doença.
A fratura de quadril está entre as complicações mais graves, especialmente entre idosos, podendo exigir cirurgia e provocar um período prolongado de imobilização.
Alimentação e exercícios ajudam na prevenção
Embora a genética tenha forte influência sobre a massa óssea, hábitos de vida também são importantes. Alimentação adequada, vitamina D e prática de exercícios contribuem para a manutenção da saúde dos ossos.
Por isso, a identificação dos fatores de risco e o acompanhamento médico são importantes para reduzir a possibilidade de perda óssea e de fraturas ao longo do envelhecimento.


