Pesquisadores do Instituto Wistar, nos Estados Unidos, desenvolveram uma vacina experimental contra o HIV que demonstrou capacidade de neutralizar o vírus após apenas uma aplicação em testes com primatas não humanos. Os resultados foram publicados na revista científica Nature Immunology.
Segundo o estudo, a estratégia pode simplificar os protocolos de imunização que vêm sendo testados ao longo dos anos. Tentativas anteriores de vacina contra o HIV geralmente exigem múltiplas doses para gerar resposta significativa do sistema imunológico.
Como funciona a nova abordagem
A pesquisa concentrou-se em uma estrutura externa do HIV, responsável pelo primeiro contato do vírus com as células de defesa do organismo. Os cientistas modificaram essa parte da proteína viral para facilitar o reconhecimento pelo sistema imunológico.
Com o ajuste, foi possível criar uma versão capaz de estimular resposta imunológica já na primeira aplicação. Em protocolos tradicionais, o surgimento de anticorpos neutralizantes costuma depender de várias doses ao longo do tempo.
Resultados observados nos testes
Nos experimentos realizados com primatas, sinais de neutralização do vírus foram detectados cerca de três semanas após a aplicação da vacina. Embora em níveis iniciais, a resposta indicou ativação do sistema imunológico.
Quando uma segunda dose foi administrada, houve aumento dos níveis de proteção, sugerindo que o método pode exigir menos aplicações do que estratégias anteriores em desenvolvimento.
Pesquisadores envolvidos no estudo afirmam que o modelo pode contribuir para esquemas de vacinação mais curtos, caso os resultados sejam confirmados nas próximas etapas.
Próximos passos
A vacina ainda está em fase pré-clínica, etapa em que são avaliadas segurança e eficácia antes de eventuais testes em humanos. Novos estudos serão necessários para confirmar os dados e analisar como a estratégia poderá ser aplicada em futuras pesquisas sobre prevenção do HIV.



