Uma mulher de 29 anos foi salva após ter sido declarada morta por engano por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na tarde deste domingo (18), na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru, no interior de São Paulo.
A vítima, identificada como Fernanda Cristina Policarpo, havia sido atropelada e teve o óbito atestado no local. O corpo chegou a ser coberto com manta térmica e o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para a remoção. No entanto, a situação mudou quando um médico da concessionária responsável pela rodovia chegou ao local e percebeu sinais vitais na mulher.
Imediatamente, o profissional iniciou manobras de reanimação, conseguindo estabilizar a vítima. Fernanda foi então socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro Central de Bauru, sendo posteriormente transferida para o Hospital de Base, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave.
Investigação e afastamento
Após o ocorrido, a médica do Samu que havia atestado o óbito foi afastada das funções nesta segunda-feira (19). O serviço abriu uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do atendimento. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou que também acompanha e investiga o caso.
Dinâmica do atropelamento
Segundo relato do motorista envolvido no acidente, ele conduzia uma SUV no sentido Marília quando a pedestre atravessou repentinamente a pista, não havendo tempo suficiente para evitar o atropelamento.
O boletim de ocorrência registra que o Samu foi acionado, compareceu ao local e declarou o óbito da vítima. A rodovia chegou a ser parcialmente interditada durante os procedimentos.
Atuação decisiva
O nome do médico da concessionária que identificou os sinais vitais e realizou a reanimação não foi divulgado. A atuação do profissional foi determinante para que a vítima fosse socorrida com vida e tivesse a chance de recuperação.
O caso segue sob investigação para apurar possíveis falhas no atendimento inicial.



