A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (9) a Operação Apertem os Cintos e prendeu três pessoas investigadas por envolvimento em um esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes. Entre os detidos está um piloto de avião apontado como responsável por chefiar a rede. As investigações já identificaram ao menos dez vítimas.
Além do piloto, também foram presas a avó de três crianças e a mãe, suspeitas de comercializar imagens dos menores. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o trabalho investigativo foi desenvolvido ao longo de meses.
De acordo com a apuração, o piloto, de 60 anos, pagava valores entre R$ 50 e R$ 100 para obter material pornográfico envolvendo crianças. As vítimas tinham 10, 12 e 14 anos na época dos fatos.
A delegada responsável pelo caso informou que o piloto e a avó permanecem em prisão temporária. Já a mãe foi presa em flagrante por armazenar e transmitir o conteúdo.
A operação cumpre oito mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária. As diligências ocorrem na capital paulista, inclusive na área do Aeroporto de Congonhas, e também no município de Guararema, na região metropolitana. Participam da ação 32 policiais civis, com apoio de 14 viaturas.
Os investigados podem responder por crimes como estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, além de outros delitos apurados no inquérito.
Segundo a Polícia Civil, as provas reunidas indicam uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos. As investigações continuam, inclusive com análise de celulares apreendidos, e novas prisões não estão descartadas.
A corporação afirma que o objetivo da operação é interromper a prática criminosa, preservar as vítimas e garantir a coleta de elementos que contribuam para o avanço do caso.



