DISE cumpre 11 mandados de busca e apreensão, prende sete pessoas e bloqueia quase R$ 3 milhões em bens e valores
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) de Rio Claro, deflagrou na manhã desta quinta-feira (3) a Operação Hidra, com o objetivo de desarticular um esquema de associação para o tráfico de drogas e lavagem de capitais no município.
A operação foi realizada a partir de investigações e levantamentos de inteligência financeira que, segundo a Polícia Civil, permitiram mapear a estrutura do grupo responsável pelo tráfico de entorpecentes no Jardim Araucária e pela movimentação e dissimulação de valores provenientes das atividades criminosas.
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial representou pela expedição das medidas judiciais, que foram autorizadas pela Vara Regional das Garantias da 4ª RAJ – Piracicaba.
Sete prisões foram cumpridas
Ao todo, foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão, todos cumpridos durante a operação.
Também foram expedidos oito mandados de prisão preventiva contra integrantes apontados como parte da cúpula da organização. Segundo a Polícia Civil, sete prisões foram efetivamente realizadas.
Durante as diligências, os policiais apreenderam:
- Sete veículos utilizados ou adquiridos com recursos provenientes do crime, sendo dois deles fortemente blindados;
- Diversas peças de joias;
- Quantias em dinheiro em espécie;
- Aparelhos celulares e mídias eletrônicas.
Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão submetidos a análise pericial, após autorização judicial para a quebra dos sigilos telemático e telefônico.
Quase R$ 3 milhões bloqueados
Além das prisões e apreensões, a Operação Hidra também atingiu o patrimônio dos investigados.
Foram cumpridas medidas judiciais de constrição patrimonial no valor de R$ 2.949.977,68, destinadas à indisponibilidade de bens, ativos e bloqueio de valores mantidos em instituições financeiras em nome dos investigados.
Segundo a DISE, a operação busca atingir não apenas a estrutura responsável pelo tráfico, mas também o fluxo financeiro da organização, utilizando medidas de asfixia patrimonial para dificultar a manutenção das atividades criminosas.
O nome Operação Hidra faz referência ao monstro da mitologia grega com múltiplas cabeças, em alusão à estrutura formada por diversos integrantes e às diferentes frentes de atuação atribuídas ao grupo investigado.


