Ações em parceria com polícias de outros estados incluem mandados de prisão e busca e apreensão; investigação identificou central telefônica usada em fraudes bancárias.
A Polícia Civil de São Paulo participa nesta quarta-feira (28) de três operações conjuntas com as polícias civis do Rio Grande do Sul e de Goiás para combater golpes financeiros, fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.
Na principal ação, agentes do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), vinculado ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), localizaram na zona norte da capital paulista um homem apontado pelas investigações como líder de um esquema de golpes da falsa central bancária. Na residência dele, os policiais encontraram uma estrutura de telefonia que, segundo a investigação, era utilizada para aplicar as fraudes.
A operação é resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul contra uma associação criminosa suspeita de praticar estelionatos. Na capital paulista, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão.
Como funciona o golpe da falsa central bancária
Nesse tipo de fraude, criminosos se passam por funcionários de instituições financeiras e entram em contato com as vítimas sob o pretexto de alertar sobre movimentações suspeitas ou problemas de segurança nas contas.
Durante a abordagem, tentam obter informações pessoais e bancárias ou convencer as vítimas a realizar transferências e outras operações financeiras.
Segundo o delegado Tom Blumer, do Garra, a estrutura telefônica encontrada no imóvel é um elemento relevante para esclarecer o funcionamento do esquema.
A ação paulista dá apoio ao cumprimento das ordens judiciais expedidas a pedido das autoridades gaúchas e à coleta de provas. Os presos e os materiais apreendidos serão encaminhados à 4ª Delegacia de Capturas do Dope, na capital paulista. A investigação permanece sob responsabilidade da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
Operação investiga golpe com prejuízo de R$ 300 mil
Outra frente de atuação envolve uma investigação da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas (RS), que apura um grupo suspeito de aplicar um golpe que causou prejuízo de aproximadamente R$ 300 mil a uma vítima.
De acordo com as apurações, os investigados teriam utilizado manipulação e pressão para induzir a vítima a realizar transferências bancárias. Parte dos valores teria sido convertida em criptomoedas.
Na capital paulista, a operação prevê o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária.
Operação Cripto-Quimera apura fraude com investimentos
A terceira ação é a Operação Cripto-Quimera, conduzida pela Polícia Civil de Goiás, com apoio das polícias de São Paulo e do Piauí e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A investigação apura um esquema de falsas oportunidades de investimento em criptomoedas que teria provocado prejuízo de aproximadamente R$ 250 mil a uma vítima. Também são investigadas possíveis práticas de lavagem de dinheiro.
Ao todo, são cumpridos 14 mandados de prisão temporária e 19 mandados de busca e apreensão em cidades dos três estados. A operação prevê ainda o sequestro de bens e valores até o montante investigado.
As três operações buscam reunir provas, identificar os envolvidos e interromper atividades criminosas relacionadas a fraudes financeiras. As suspeitas seguem sob investigação das autoridades responsáveis.



