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Polícia Civil prende rapaz que matou cabeleireiro na Avenida Paulista em SP


Autor confessa o crime, mas nega que tenha sido motivado por homofobia.

A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (25), o homem que ofendeu, esfaqueou e matou o cabeleireiro, de 30 anos, na última sexta-feira (21), por volta das 22h30, na Avenida Paulista esquina com a Avenida Brigadeiro Luís Antônio, região central de São Paulo.

A vítima, após assistir ao show das luzes de Natal no Parque do Ibirapuera, caminhava pela Avenida Brigadeiro Luís Antônio de mãos dadas com seu namorado, em direção à Avenida Paulista. No trajeto, dois rapazes passaram a ofendê-los verbalmente. Isso motivou o início de uma briga, que culminou com a vítima agredida por um deles com uma faca, na região do tórax. Embora socorrida ao Hospital das Clínicas por uma unidade do Resgate, ela não resistiu aos ferimentos e morreu. O autor e o outro moço fugiram pelo metrô.

O crime foi registrado no 78º Distrito Policial do DECAP, pelo Delegado de Polícia Luis Guilherme B. Pinheiro. Ele e sua equipe imediatamente iniciaram a investigação criminal do caso. Eles foram até o local do crime e identificaram, no local da briga e no trajeto da fuga, imóveis com câmeras de filmagem. Solicitaram as imagens aos responsáveis, bem como ao Metrô.  Assim, a equipe conseguiu a imagem do rosto do autor.

Várias outras diligências foram realizadas. Testemunhas foram localizadas. O autor foi finalmente identificado. Com isso, os policiais descobriram que ele já tinha uma passagem criminal anterior por roubo.
Os investigadores de polícia descobriram o endereço do trabalho do agressor e foram até lá, mas ele não se encontrava em serviço. Em seguida, foram até um possível endereço seu, em Itaquaquecetuba. Todavia, lá apenas encontraram sua ex-mulher, que informou que ele não morava mais ali e não sabia de seu paradeiro. Ainda no local, novas pesquisas nos bancos de dados da Polícia Civil foram feitas e se descobriu um outro endereço onde ele poderia ser encontrado, próximo dali. Imediatamente foram até lá. Trata-se da casa de uma prima dele, que também nada sabia dizer sobre sua localização. Por fim, no afã de deter o então suspeito, os policiais civis retornaram ao seu endereço de trabalho. O esforço valeu a pena, pois eles o surpreenderam chegando e o levaram ao 78º Distrito Policial.

Lá, pessoas que viram o homicídio reconheceram o suspeito como homem que esfaqueou a vítima e a matou.

O autor, de 32 anos, confessou o crime. Ele alegou que agiu em legítima defesa e negou que o fez por homofobia.

O Delegado de Polícia responsável pelo caso representou pela sua prisão temporária, que foi deferida por 30 dias. Ele foi preso.

Fonte: Decap – dss (c)

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