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Janeiro Roxo alerta sobre prevenção e tratamento da hanseníase


Atividades serão realizadas ao longo do mês.

Para alertar sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce da hanseníase, Rio Claro desenvolve atividades voltadas ao Janeiro Roxo, em programação inserida na Campanha Mundial de Combate à Hanseníase.  Na sexta-feira (11) equipe da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde realizou ação com agentes de endemias, em que foram abordados tópicos relacionados à doença.

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“A informação é o principal caminho para que as pessoas se conscientizem sobre a importância do diagnóstico precoce da doença”, observa Paula Kannebley, diretora de Vigilância em Saúde. Além do tratamento precoce como condição essencial para a cura da doença, o diagnóstico precoce também rompe a cadeia de transmissão e evita sequelas causadas pela doença. Para solicitar palestras abordando o assunto o contato é por meio da Vigilância Epidemiológica, pelo telefone 3532-3720.

Ao longo do mês várias atividades serão desenvolvidas nas unidades de saúde do município e, no paço municipal, foi montado painel expositivo abordando a doença.  Atividades de prevenção à hanseníase são realizadas continuamente por profissionais de saúde. Em Rio Claro o tratamento é realizado no Ambulatório de Especialidades.

Os principais sintomas da doença são: manchas na pele de cor variada (esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas) com perda ou diminuição de sensibilidade, pele seca e queda de pelos, dor, sensação de choque e “fisgadas” ao longo dos nervos dos braços e pernas e diminuição da força muscular. Podem ainda aparecer nódulos (caroços) dolorosos por várias partes do corpo.

O tratamento é realizado somente pelo SUS, é gratuito, podendo durar de 6 a 12 meses conforme cada caso.

A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, causada por uma bactéria (M. leprae) que atinge principalmente a pele e os nervos, causando a diminuição ou perda de sensibilidade. A transmissão se dá pelo contato direto e prolongado com a pessoa doente sem tratamento, que elimina o bacilo pelas vias aéreas superiores (tosse, fala e espirro). As pessoas que convivem ou conviveram com o doente sem tratamento também devem passar por avaliação com profissional de saúde.

Importante salientar que após o início do tratamento a pessoa deixa de transmitir a doença sendo desnecessário o isolamento, ou seja, pode conviver normalmente com os contatos sociais.

Os sinais e sintomas mais comuns são as manifestações dermatológicas e neurológicas que sem tratamento adequado e precoce podem causar incapacidades físicas e deformidades. É importante apoiar as pessoas doentes, incentivando o tratamento até a cura e manter um bom convívio quebrando os preconceitos.


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