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Exposição de concurso fotográfico fica no Museu até 19 de novembro

Visitação é gratuita e pode ser feita de terça a sexta-feira

Inaugurada na quinta-feira (21), a exposição fotográfica “Retratos da Pandemia em Rio Claro” pode ser vista no Museu Histórico e Pedagógico, localizado à Avenida 2, esquina com a Rua 7, até 19 de novembro, de terça à sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h.

A exposição é o resultado da 12ª edição do concurso fotográfico “Rio Claro Revela sua História”, organizado pelo Arquivo Público e Histórico, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura.

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Com o tema proposto pelo conselheiro José Roberto Sant’Ana, os participantes registraram imagens que evidenciaram as alterações de hábitos e de rotinas em nossa cidade em meio ao contexto da pandemia, em diferentes cenários e perspectivas, no sentido de documentar esse momento para que elas sirvam como prova e como possibilidade de acesso para a memória.

O júri técnico, composto pelos profissionais da fotografia Maria Clara Multini Belchior, Paula Caldas Castello Branco e Renê Diogo Mainardi, escolheu para a mostra 35 fotografias dentre as 116 recebidas dos 24 participantes. O primeiro lugar ficou com a fotografia de Victória Basler Epprecht (Prisioneira), Aderaldo Teixeira Pires Junior (Ausência; Esperança; Lockdown; Protocolos; Quarentena e Novo normal) levou a prata pelo conjunto de imagens e Iuri Tolosa Capretez (Higienização da Estação e O medo do contágio) recebeu o bronze. Os premiados com menções honrosas foram: Alexandre Bittencourt Sobreira Filho (Bicicleta de algodão; Descanso pós almoço; Invisibilidade; Novo normal; O trabalhador e a cidade; Varredor Trabalhando); Luana Vernier (Corpos estranhos adentram nossos corpos; São os ceifadores de almas; Nos tornamos sésseis, observadores da escuridão crescente e O futuro é uma massa de gás opaca, incerto); Náyra Fortini (Esgotamento) e Regina Zanella Penteado (Bandeirinhas).

Além dos premiados, a exposição traz imagens de Paula Caldas Castello Branco e a instalação de Renê Diogo Mainardi, além de fotografias feitas pelo conselheiro José Roberto Sant’Ana.

Para a equipe do Arquivo, a fotografia desde a sua invenção é reconhecida como uma importante técnica de registro. Ao capturar o instante, ela permite que informações sejam preservadas, tornando-se um documento de acesso para a memória daqueles que vivenciaram o fato, e conhecimento para as futuras gerações.

Para a ganhadora do ouro, Victória Epprecht, fazer as fotos foi um processo de autoanálise e a imagem premiada transmite o que ela estava sentindo no momento do isolamento social. Para a artista, o concurso é um estímulo ao seu trabalho, questão que apareceu nos relatos dos demais premiados, que parabenizaram a equipe do Arquivo pela iniciativa do concurso, pois consideram a fotografia como forma de comunicação e de registro do cotidiano. Para Aderaldo Pires Junior, que conquistou a prata, as imagens passam o sentimento de muitas famílias em Rio Claro, que tiveram suas vidas impactadas pela pandemia. Iuri Capretez, que ficou com o bronze e é um amante da fotografia, relata que as imagens refletem a situação inédita e desafiadora, que deve ficar registrada para ser compreendida pelas gerações futuras.


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