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Homem é inocentado e solto após 12 anos preso injustamente por estupro graças a exame de DNA

Foto: Innocence Project Brasil

Carlos Edmilson da Silva, que passou 12 anos preso injustamente, foi libertado após um exame de DNA provar sua inocência. A Superintendência da Polícia Técnico-Científica, em colaboração com o Innocence Project Brasil, foi fundamental para reverter a condenação.

Carlos, um jardineiro de 24 anos na época de sua prisão em 2012, foi acusado de abusar de 10 mulheres em Barueri, São Paulo. Apesar de sempre ter negado os crimes, ele foi identificado pelas vítimas através de fotos e presencialmente.

Na última sexta-feira (17), Carlos, agora com 36 anos, deixou a Penitenciária de Itaí e foi recebido com um abraço caloroso de sua mãe, Ana Maria da Silva. “Eles não acreditaram na minha palavra, mas Deus sabe o que faz”, disse ele emocionado.

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Condenado erroneamente

Carlos foi condenado a 137 anos, 9 meses e 28 dias de prisão em regime fechado, baseado nos depoimentos das vítimas e em seu reconhecimento fotográfico e presencial. Esses momentos marcaram o início de uma das fases mais difíceis de sua vida.

Sentença anulada

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revisaram e anularam as condenações, após um pedido do Ministério Público (MP) para comparar o DNA das vítimas com o de Carlos. Os testes, realizados em hospitais, foram aceitos por cinco das vítimas e confirmaram a inocência de Carlos. “O DNA dele não era compatível com o DNA dos vestígios coletados das vítimas”, revelou a Superintendência da Polícia Técnico-Científica.

O verdadeiro culpado

O verdadeiro culpado foi identificado como José Reginaldo dos Santos Neres, que já estava preso por roubos. O DNA dele foi encontrado nas amostras das cinco vítimas que realizaram os exames. Ana Maria, mãe de Carlos, destacou que o exame de DNA é crucial não apenas para identificar culpados, mas também para inocentar injustiçados. “O reconhecimento visual pode ser comprometido pela emoção e trauma da vítima”, explicou ela.

Inocência provada

O promotor do caso solicitou a intervenção do Innocence Project Brasil, liderado por Flávia, que apontou falhas no reconhecimento fotográfico das vítimas. “O reconhecimento foi feito de forma intuitiva, com as vítimas confrontadas apenas com a foto de Carlos, já identificado em outros casos”, explicou Flávia. A revisão criminal pelo TJ e STJ anulou todas as condenações de Carlos. “Foi um trabalho demorado, mas essencial para reconhecer a inocência de um homem preso por mais de 12 anos”, disse Flávia.

Busca por indenização

Carlos agora busca indenização do estado por ter perdido 12 anos de sua vida na cadeia e pela difamação sofrida. Sua advogada afirma que ele exigirá reparação pelo erro judicial. “A justiça é falha, e o estado deve reconhecer e indenizar as vítimas desses erros. Nenhum dinheiro será suficiente para recuperar o tempo perdido e a difamação sofrida”, concluiu a advogada.

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