Mostra gratuita reúne histórias de pesquisadoras e inventoras e poderá ser visitada de 27 de outubro a 27 de novembro
O Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga, em Rio Claro (SP), recebe a partir desta terça-feira (27) a exposição “As Cientistas: Mulheres e Trabalho”. A mostra segue aberta ao público até 27 de novembro, com entrada gratuita e visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
O museu fica na Avenida 2, número 572, na esquina com a Rua 7, na região central da cidade.
Promovida pela Fundação Energia e Saneamento (FES), por meio da Usina-Parque do Corumbataí, a iniciativa integra a programação da 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e conta com o apoio da Prefeitura de Rio Claro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.
Histórias de mulheres que marcaram a ciência
A exposição apresenta trajetórias de mulheres que contribuíram para o desenvolvimento científico, mas nem sempre receberam o reconhecimento correspondente às suas descobertas e realizações.
O percurso expositivo aborda as restrições históricas enfrentadas pelas mulheres no acesso à educação, à pesquisa e às instituições científicas, além dos preconceitos que marcaram a trajetória de pesquisadoras e inventoras.
A mostra reúne conteúdos de diferentes projetos, incluindo a exposição “Liberdade, Mulher e Ciências”, desenvolvida em parceria com o Museu Catavento; o painel “Mulheres Cientistas”, integrante da exposição “Energia e Transformação”; e o projeto “Mulheres da Energia”.
Desigualdade e reconhecimento profissional
Entre os temas apresentados estão as barreiras que afastaram mulheres dos ambientes científicos e profissionais durante séculos. A exposição destaca como a resistência de pesquisadoras e inventoras abriu caminhos para novas gerações, mesmo diante de obstáculos sociais e institucionais.
Outro aspecto abordado é a falta de reconhecimento de algumas descobertas e invenções atribuídas a homens, incluindo casos em que mulheres precisaram publicar trabalhos sob pseudônimos ou tiveram suas contribuições associadas aos nomes de maridos.
A mostra também propõe uma reflexão sobre os desafios atuais para ampliar a participação feminina nas ciências e a importância de garantir oportunidades iguais de formação, pesquisa e atuação profissional.
Valorização do patrimônio histórico
Além da programação cultural e científica, a iniciativa integra os esforços da Fundação Energia e Saneamento para valorizar o patrimônio histórico e cultural relacionado à energia.
A instituição busca estabelecer parcerias para viabilizar a reativação da Usina-Parque do Corumbataí, espaço considerado importante para preservar a memória da produção de energia na região.
A exposição oferece ao público a oportunidade de conhecer histórias de mulheres que contribuíram para a ciência e refletir sobre os desafios ainda presentes na busca por igualdade de oportunidades.



