O adolescente de 16 anos que havia sido espancado durante uma briga no Distrito Federal morreu neste sábado (7), após permanecer 16 dias internado. O caso teve ampla repercussão e o autor das agressões, de 19 anos, está preso preventivamente.
A confusão inicialmente foi atribuída ao arremesso de um chiclete contra a vítima. Posteriormente, a defesa do jovem apontou que o episódio teria sido motivado por desentendimentos envolvendo relacionamento afetivo ligado a pessoas próximas ao agressor.
A instituição de ensino onde o adolescente estudava comunicou nas redes sociais a confirmação da morte cerebral. Em nota, colegas e professores manifestaram pesar e solidariedade aos familiares. Um grupo de escoteiros do qual o jovem havia participado também divulgou mensagem lamentando o falecimento.
O agressor chegou a ser detido em flagrante após a ocorrência, mas foi liberado mediante pagamento de fiança e passou a responder por lesão corporal em liberdade. No entanto, voltou a ser preso no fim de janeiro, após a apresentação de novos elementos que indicariam envolvimento em outros episódios de violência.
Entre as situações investigadas, está a suspeita de que ele teria utilizado um dispositivo de choque contra uma adolescente durante uma festa, obrigando-a a ingerir bebida alcoólica.
Na quinta-feira (5), a Justiça manteve a prisão preventiva após negar pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Com isso, o investigado permanece recolhido no sistema prisional.
Os advogados sustentam que o jovem possui residência fixa, não tentou fugir e colaborou com as investigações. A defesa também questiona a forma como as provas foram reunidas e alega preocupação com a segurança do acusado em razão da repercussão do caso.
As circunstâncias das agressões continuam sendo apuradas pelas autoridades.



