Levantamento da PNAD Contínua TIC mostra que mais de 90% da população com 10 anos ou mais utilizou a internet no país. Celular segue como principal meio de acesso e chamadas de voz e vídeo lideram entre os motivos de uso
A internet está presente na rotina da maioria dos brasileiros. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), principalmente no segmento da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), do IBGE, mostram que cerca de 168,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais utilizaram a internet em 2025. O número representa 90,5% da população dessa faixa etária, o maior percentual registrado desde o início da série histórica.
O levantamento também mostra que 95% dos domicílios particulares permanentes do país possuíam acesso à internet. Nas áreas urbanas, o índice chegou a 95%, enquanto nas áreas rurais alcançou 88%, demonstrando o avanço da conectividade nas diferentes regiões do Brasil.
Entre os domicílios conectados, a banda larga fixa segue como o principal tipo de conexão, presente em 89% das residências. Já a banda larga móvel foi utilizada em 85% dos domicílios e registrou crescimento em relação ao ano anterior.
Apesar da ampla expansão do acesso, cerca de 5% dos domicílios brasileiros ainda permanecem sem internet. Segundo o IBGE, o principal motivo é a ausência de moradores que saibam utilizar o serviço. Além disso, aparecem como motivos os custos de conexão e a percepção de que o acesso não é necessário. Nas áreas rurais, um dos fatores é a dificuldade de disponibilidade do serviço em algumas localidades.
Televisão aberta perde participação e streaming avança
Os dados também revelam mudanças na forma como os brasileiros assistem TV.. A proporção de domicílios com acesso à TV aberta diminuiu em comparação com 2024, embora o número absoluto de residências com televisores.
Já a TV por assinatura apresenta queda tanto nas áreas urbanas quanto nas rurais. Em sentido oposto, os serviços de streaming seguem crescendo.. Em 2025, 44% dos domicílios possuíam pelo menos um serviço de streaming pago e, entre eles, 9% não tinham acesso à TV aberta.
Celular se consolida como principal dispositivo
O telefone celular segue como unanimidade entre os brasileiros. Conforme a pesquisa, 97,4% das pessoas com 10 anos ou mais possuíam um aparelho para uso pessoal, o maior percentual já registrado pela PNAD Contínua desde que a pesquisa começou a ser realizada.
Enquanto a posse de celulares cresce ano após ano, os telefones fixos seguem perdendo espaço. Apenas 5,9% dos domicílios contavam com uma linha fixa em 2025.
A pesquisa também mostra que a cobertura das redes móveis alcança praticamente toda a população nas áreas urbanas e segue crescendo nas regiões rurais.
Mulheres e jovens lideram utilização da internet
A PNAD Contínua buscou criar um perfil dos usuários da internet no Brasil.
Entre as mulheres, 91,1% utilizaram a internet, percentual ligeiramente superior ao dos homens, que ficou em 89,9%.
Por faixa etária,os que mais utilizaram a internet são os jovens adultos. Na população de 20 a 24 anos, 96,7% utilizaram a internet. Entre 25 e 29 anos, o percentual foi de 96,6%, enquanto na faixa de 30 a 39 anos chegou a 96,3%.
O grupo com menor participação continua sendo o de pessoas com 60 anos ou mais, embora tenha apresentado um dos maiores avanços da série histórica. Em 2025, 74,5% dessa população utilizou a internet. Mesmo sendo o mais baixo entre a população útil, é o que mais apresentou avanços.
Entre crianças e adolescentes de 10 a 13 anos, o percentual permaneceu relativamente estável desde 2022, em torno de 84%.
A escolaridade também influencia o acesso. Entre estudantes do ensino superior, especialização, mestrado e doutorado, 98% utilizaram a internet, sejam estudantes de instituições públicas ou privadas.
Internet faz parte da rotina dos brasileiros
Entre quem utiliza a internet, 95,6% acessam a rede todos os dias.
O telefone celular segue sendo o principal mecanismo utilizado para acessar a internet, presente em 98% dos acessos. Em seguida aparece o televisor, utilizado por 57% dos usuários.
Quando o assunto é finalidade de uso, conversar por chamadas de voz e vídeo lidera o ranking, sendo citado por 95% dos usuários. Na sequência aparecem:
- envio de mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos (90%);
- assistir a vídeos, filmes, séries e programas (89%);
- utilização de redes sociais (84%);
- ouvir músicas, rádios e podcasts (83%).
Posse de celulares cresce, mas diminui entre crianças
A posse de telefone celular para uso pessoal voltou a crescer em praticamente todas as faixas etárias analisadas pelo IBGE. A principal exceção foi o grupo de 10 a 13 anos, que registrou redução no percentual de crianças com aparelho próprio, movimento associado ao aumento da preocupação das famílias com a segurança digital e o uso precoce das redes sociais.
O levantamento completo da PNAD Contínua TIC 2025 está disponível no portal do IBGE.



