Com apenas 12 anos, Pedro Eduardo Cuba já começou a viver uma rotina incomum para a idade: frequentar aulas em uma faculdade. O menino superdotado foi aprovado com nota máxima no vestibular de Biomedicina do Centro Universitário Uniftec, em Caxias do Sul (RS), e nesta semana participou da primeira aula como aluno ouvinte.
Pedro ganhou destaque nacional após participar do quadro “Pequenos Gênios”, do programa Domingão com Huck. Identificado com superdotação ainda na infância, ele avançou rapidamente nos estudos e já pulou duas séries do ensino fundamental.
Mesmo iniciando a experiência universitária, o garoto segue frequentando normalmente a escola enquanto acompanha algumas disciplinas da faculdade.
A estreia aconteceu na disciplina de Psicologia em Saúde. Segundo a universidade, esta é a primeira vez, em 35 anos, que a instituição recebe um aluno tão jovem participando de atividades acadêmicas.
Por enquanto, Pedro acompanha as aulas como ouvinte, mas existe a possibilidade de validação futura dos conteúdos estudados.
“Todo novo conhecimento é uma coisa que me deixa feliz. Essa questão de estar cursando uma cadeira na faculdade faz brilhar meus olhos. É incrível”, afirmou o estudante.
O interesse pelos estudos surgiu cedo. Pedro avançou diretamente pelo 4º e pelo 8º ano do ensino fundamental devido ao desempenho acima da média.
Apesar da facilidade de aprendizado, a escola reforça que o acompanhamento também envolve aspectos emocionais e sociais.
“Não é apenas uma avaliação cognitiva. A escola precisa cuidar da dimensão emocional e socioafetiva desse aluno”, explicou o coordenador pedagógico do Colégio Madre Imilda.
Mesmo tão jovem, Pedro já sabe qual carreira deseja seguir: neurocirurgia.
“Quero ser neurocirurgião. É o meu grande sonho poder auxiliar as pessoas operando o cérebro delas”, contou.
A presença do menino também chamou atenção de professores e colegas. Para o professor William Fiusa, responsável pela disciplina, a convivência pode trazer aprendizados importantes para toda a turma.
“A gente fala muito sobre empatia e lidar com as diferenças, então acho que vamos poder vivenciar um pouquinho do que a gente estuda na teoria”, destacou.


