domingo, 3 maio, 2026
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Tecnologia brasileira apoiada pela Fapesp é usada pela Nasa em missões à Lua

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Uma tecnologia desenvolvida no Brasil, com apoio da FAPESP, passou a ser utilizada pela NASA no planejamento de missões tripuladas à Lua.

O dispositivo, criado pela startup paulista Condor Instruments, foi integrado aos estudos da missão Artemis para monitorar padrões de sono, atividade física e comportamento dos astronautas durante as viagens espaciais.

Como funciona o dispositivo

Chamado de actígrafo, o equipamento tem formato semelhante a um relógio de pulso e utiliza sensores para acompanhar movimentos, exposição à luz e temperatura corporal. A partir desses dados, é possível identificar com precisão os ciclos de sono e vigília dos usuários.

A tecnologia também mede diferentes tipos de luz, incluindo a chamada luz melanópica, que influencia diretamente o relógio biológico humano — fator essencial para manter o funcionamento do organismo em ambientes como o espaço, onde não há ciclos naturais de dia e noite.

Aplicação nas missões espaciais

O equipamento foi utilizado em testes anteriores e agora integra o projeto Artemis, que busca levar novamente humanos à órbita lunar. No ambiente espacial, astronautas enfrentam desafios como ausência de referência de tempo, confinamento e alterações fisiológicas, o que pode afetar o sono e o desempenho.

Os dados coletados serão usados para aprimorar o planejamento de futuras missões, incluindo aspectos de saúde, segurança e desempenho das tripulações.

Participação brasileira

O desenvolvimento da tecnologia contou com pesquisas realizadas na Universidade de São Paulo e apoio inicial do programa PIPE da FAPESP, voltado à inovação em pequenas empresas.

Hoje, a Condor Instruments exporta seus dispositivos para diversos países e atende instituições de pesquisa e universidades. A parceria com a NASA representa a inserção de tecnologia brasileira em projetos de exploração espacial de grande escala.

Próximos passos

A expectativa é que o equipamento continue sendo utilizado nas próximas etapas do programa Artemis, incluindo futuras missões tripuladas e o planejamento de novas viagens de longa duração no espaço.

O caso é apontado como exemplo de aplicação prática de pesquisa científica no desenvolvimento de tecnologia com alcance internacional.

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