O Ministério Público de São Paulo decidiu pelo arquivamento de uma investigação que apurava possíveis irregularidades administrativas, atos de improbidade e ilícitos civis envolvendo a deputada estadual Valéria Bolsonaro e a servidora municipal licenciada Amanda Servidoni.
A apuração teve início em outubro de 2025, a partir de denúncia anônima que apontava a existência de um suposto escritório político em Rio Claro, além do uso de um projeto social para fins promocionais e possível negociação irregular de emendas parlamentares.
Durante a investigação, foram analisados documentos, registros imobiliários, dados da Prefeitura e informações da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Segundo o MP, não foi identificada utilização de recursos públicos no imóvel citado, nem repasses financeiros à associação “Mulheres Pela Fé”, que atua com doações voluntárias.
Em relação aos áudios divulgados em reportagem, que sugeriam suposta negociação de “cashback” de emendas parlamentares, o Ministério Público informou que não encontrou elementos que comprovassem a materialidade das acusações. Também foi destacado que não houve identificação de emendas com características compatíveis com os diálogos mencionados, ou seja, os áudios estavam fora de contexto e não foi possível concilia-los com nenhuma movimentação financeira.
A investigação apontou ainda fragilidades nas provas apresentadas, como ausência de cadeia de custódia dos áudios e impossibilidade de aprofundamento devido ao sigilo da fonte jornalística.
A defesa de Amanda Servidoni foi realizada pelo escritório de advocacia Diniz, representado pelos advogados (a) Dr. Marcelo e Dra Maria Clara Diniz.
Diante da falta de elementos concretos que comprovassem irregularidades, o MP concluiu pelo arquivamento do caso. O procedimento será encaminhado ao Conselho Superior do Ministério Público para reexame e posterior homologação.
As investigações, segundo o órgão, percorreram todas as linhas possíveis de apuração dentro dos limites legais.



