terça-feira, 12 maio, 2026
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Estudo aponta que gordura abdominal aumenta risco de perda urinária em mulheres

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Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Carlos concluiu que o acúmulo de gordura abdominal, principalmente a gordura visceral — localizada entre os órgãos — está associado a um maior risco de incontinência urinária de esforço em mulheres.

A pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, foi publicada no European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology.

Segundo os pesquisadores, a distribuição da gordura corporal pode ter mais impacto sobre o problema do que o próprio peso total da pessoa.

A incontinência urinária de esforço é caracterizada pela perda involuntária de urina durante ações simples do dia a dia, como tossir, rir, carregar peso ou praticar exercícios físicos.

Pesquisa avaliou quase 100 mulheres

O estudo analisou 99 mulheres entre 18 e 49 anos na cidade de São Carlos.

As participantes passaram por exames de composição corporal e responderam questionários sobre sintomas urinários e qualidade de vida.

Os pesquisadores observaram que:

  • 39,4% das participantes relataram episódios de perda urinária;
  • mulheres com maior quantidade de gordura visceral apresentaram risco cerca de 51% maior de incontinência urinária de esforço.

Gordura visceral sobrecarrega o assoalho pélvico

De acordo com a coordenadora do estudo, a professora Patricia Driusso, a gordura visceral aumenta a pressão dentro do abdômen e sobrecarrega o assoalho pélvico, musculatura responsável por sustentar órgãos como a bexiga.

Além disso, esse tipo de gordura libera substâncias inflamatórias que podem prejudicar a qualidade muscular e reduzir a capacidade de contração dos músculos.

Tratamento e prevenção

Os pesquisadores destacam que o fortalecimento do assoalho pélvico, feito com acompanhamento fisioterapêutico, é considerado o principal tratamento para a condição.

Segundo o estudo, o treinamento adequado pode apresentar melhora significativa em aproximadamente três meses, mas os exercícios precisam ser mantidos continuamente.

Os autores também alertam que a incontinência urinária ainda é cercada por tabu e muitas mulheres acabam normalizando pequenos episódios de perda urinária, sem procurar tratamento.

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