A Google começou a liberar para brasileiros um novo recurso que permite criar uma versão digital do passaporte dentro da Google Wallet.
A ferramenta funciona como um documento digital armazenado no celular e pode ser usada para confirmar identidade em alguns serviços compatíveis.
Apesar da novidade, o passaporte físico continua obrigatório em viagens internacionais, incluindo embarque, imigração e entrada em outros países.
Como funciona o passaporte digital
O sistema cria uma credencial digital vinculada ao passaporte físico do usuário.
Para fazer o cadastro, é necessário:
- fotografar a página principal do passaporte;
- realizar a leitura do chip eletrônico do documento;
- fazer reconhecimento facial em vídeo;
- validar os dados biométricos.
A leitura do chip é feita por tecnologia NFC, a mesma utilizada em pagamentos por aproximação.
Segundo a Google, o processo ajuda a confirmar a autenticidade do documento e a identidade do usuário.
Segurança e privacidade
A empresa afirma que os dados ficam protegidos por criptografia e armazenamento seguro no aparelho.
O sistema também permite compartilhar apenas informações específicas durante verificações digitais, aumentando a privacidade do usuário.
O que muda — e o que não muda
O passaporte digital:
- facilita identificação em serviços digitais;
- ajuda no armazenamento seguro de documentos;
- funciona como complemento do documento físico.
Já o documento digital não pode ser usado para:
- embarque internacional;
- imigração;
- controle de fronteiras;
- entrada em outros países.
Ou seja, o passaporte físico segue obrigatório para viagens internacionais.
Tecnologia já é usada em outros países
A identificação digital já vem sendo utilizada ou testada em países como:
- Estados Unidos;
- Reino Unido;
- Singapura;
- Taiwan.
A novidade acompanha a tendência mundial de digitalização de documentos e serviços no celular.



