domingo, 26 julho, 2026
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Incontinência urinária não é normal da idade e tem tratamento; veja os sinais

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Problema afeta principalmente pessoas acima dos 40 anos e pode provocar isolamento social, ansiedade e aumentar o risco de quedas

A incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária de urina, é um problema que pode comprometer significativamente a qualidade de vida. Embora seja mais frequente com o envelhecimento, não deve ser considerada uma consequência normal da idade e precisa ser investigada.

Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Urologia, a condição atinge cerca de 45% das mulheres e 15% dos homens acima dos 40 anos.

O médico Egídio Dorea, coordenador do Programa USP 60+, explica que existem diferentes tipos de incontinência. Entre eles estão a perda de urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer esforço físico e a chamada bexiga hiperativa, marcada por uma vontade súbita e intensa de urinar.

Há ainda casos que combinam os dois quadros e situações relacionadas ao esvaziamento incompleto da bexiga ou às dificuldades de mobilidade.

Impacto vai além do desconforto físico

A incontinência pode provocar vergonha, baixa autoestima e ansiedade, levando algumas pessoas a evitar encontros familiares, viagens e outras atividades por receio de não conseguir chegar ao banheiro a tempo.

O problema também pode prejudicar o sono devido à necessidade frequente de urinar durante a noite e aumentar o risco de quedas, infecções urinárias e lesões na pele.

Incontinência urinária tem controle e tratamento

O diagnóstico pode ser realizado por profissionais como urologista, ginecologista ou geriatra. A identificação da causa é importante para definir o tratamento mais adequado.

Entre as opções estão exercícios para fortalecimento do assoalho pélvico, como os exercícios de Kegel, fisioterapia, treinamento da bexiga e mudanças de hábitos. Dependendo do caso, também podem ser utilizados medicamentos ou procedimentos cirúrgicos.

Reduzir o consumo de substâncias que podem irritar a bexiga, como cafeína e álcool, também pode fazer parte das orientações.

Por isso, episódios recorrentes de perda involuntária de urina não devem ser simplesmente atribuídos à idade. Procurar avaliação médica permite identificar a causa e iniciar um tratamento capaz de devolver conforto, autonomia e qualidade de vida.

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