sexta-feira, 3 julho, 2026
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Estado de São Paulo tem a menor taxa de homicídios de mulheres do Brasil, revela Atlas da Violência

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O estado de São Paulo registrou a menor taxa de homicídios de mulheres do país em 2024, segundo dados do Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com o levantamento, São Paulo teve índice de 1,5 morte por 100 mil mulheres, menos da metade da média nacional, que ficou em 3,4. O estado aparece à frente de Santa Catarina, Distrito Federal e Sergipe, que registraram taxa de 2,2 homicídios por 100 mil mulheres.

No outro extremo do ranking, Roraima apresentou o maior índice do Brasil, com 12,6 mortes por 100 mil mulheres, seguido por Ceará e Rondônia, ambos com 5,7.

São Paulo também lidera a série histórica do Atlas entre os estados com os menores índices. Entre 2014 e 2024, a taxa paulista caiu de 2,7 para 1,5, uma redução de 44,4%. No mesmo período, a média brasileira passou de 4,7 para 3,4, queda de 27,7%.

Em todo o país, foram registrados 3.642 assassinatos de mulheres em 2024, conforme dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, utilizados pelo estudo.

O Atlas explica que os dados de homicídios de mulheres são diferentes dos registros de feminicídio, crime previsto em lei quando a vítima é morta em razão da condição de gênero. Isso ocorre porque as informações do sistema de saúde não permitem essa diferenciação.

Ações de proteção às mulheres

O Governo de São Paulo mantém ações de enfrentamento à violência contra a mulher por meio do movimento SP por Todas, que reúne iniciativas de segurança, acolhimento, saúde e autonomia econômica.

Entre as ferramentas disponíveis está o aplicativo SP Mulher Segura, que conta com botão de pânico integrado ao monitoramento de agressores com tornozeleira eletrônica.

Segundo o governo estadual, a tecnologia já auxiliou no acompanhamento de mais de mil homens com medidas protetivas e resultou em prisões por descumprimento de determinações judiciais.

Também fazem parte da rede de proteção as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Salas DDM 24h, Casas da Mulher Paulista e a Patrulha Mulher Segura, criada pela Polícia Militar para atendimento especializado às vítimas.

O governo paulista informou ainda investimento para ampliar a estrutura de proteção, incluindo novas viaturas e espaços de acolhimento em unidades policiais.

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