Fenômeno é comum nos períodos de calor e chuva e pode indicar a formação de novas colônias
Com a combinação de temperaturas elevadas e maior umidade, os chamados cupins alados, conhecidos popularmente como siriris, aleluias ou bichos de luz, passam a aparecer em grande quantidade ao redor de lâmpadas, postes, telas de celulares e outros pontos iluminados.
Segundo especialistas do Instituto Biológico, ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, essas grandes concentrações de insetos fazem parte do chamado voo nupcial, etapa fundamental para a reprodução da espécie e a criação de novas colônias.
Por que os cupins se juntam na luz?
Durante os períodos mais quentes e úmidos do ano, machos e fêmeas férteis deixam suas colônias em busca de parceiros de outros grupos, aumentando a diversidade genética.
A luz funciona como um atrativo natural para esses insetos, que se concentram em grandes grupos antes do acasalamento.
Após o voo, eles pousam, perdem as asas e iniciam a procura por um local adequado para construir uma nova colônia.
Sinais de infestação
A presença frequente de cupins alados pode indicar infestação próxima. Entre os principais sinais estão:
- Asas transparentes espalhadas pelo chão;
- Resíduos semelhantes a serragem;
- Pequenos montes de pó de madeira;
- Móveis ocos ou enfraquecidos.
Como evitar problemas
A Vigilância Sanitária recomenda algumas medidas preventivas:
- Manter ambientes secos e ventilados;
- Evitar acúmulo de madeira em locais úmidos;
- Fazer inspeções periódicas em móveis e estruturas;
- Instalar telas em portas e janelas durante períodos de revoadas;
- Procurar avaliação especializada em casos de infestação recorrente.
Apesar dos prejuízos, eles têm papel importante na natureza
Embora sejam conhecidos pelos danos que causam em móveis e estruturas de madeira, os cupins desempenham funções essenciais para o meio ambiente.
Eles ajudam na decomposição da matéria orgânica, contribuem para a fertilização do solo e servem de alimento para diversas espécies de aves, mamíferos, anfíbios e répteis.
Existem cerca de 3 mil espécies de cupins no mundo, sendo aproximadamente 350 encontradas no Brasil. Alguns indivíduos podem viver apenas dois anos, enquanto as rainhas podem sobreviver por décadas e produzir milhares de ovos diariamente.



