O número de domicílios com apenas um morador segue em crescimento no estado de São Paulo e atingiu 19,9% em 2025, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (17). Em 2012, esse tipo de moradia representava 11,9%, marcando o sétimo ano consecutivo de alta.
Apesar do avanço dos lares unipessoais, o modelo mais comum ainda é o nuclear, que reúne casal com ou sem filhos ou famílias monoparentais, representando 67,5% dos domicílios. O percentual, no entanto, caiu em relação a 2012, quando era de 70,5%.
Já os domicílios do tipo estendido, com outros parentes além do núcleo principal, também apresentaram queda, passando a 11,4%.
População mais envelhecida
Os dados apontam que a população paulista continua envelhecendo. Em 2025, o estado soma cerca de 46 milhões de habitantes.
A proporção de jovens com menos de 25 anos caiu de 36,9% em 2012 para 31,1%. Já a população com 60 anos ou mais aumentou de 12,8% para 17,6% no mesmo período.
As mulheres seguem como maioria no estado, representando 51,3% da população, com maior predominância nas faixas etárias mais elevadas.
Mudanças no perfil da população
Também houve alterações na composição por cor ou raça. A proporção de pessoas que se declaram brancas caiu de 64,2% para 56,2% entre 2012 e 2025. Já a população preta subiu de 5,6% para 8,5%, enquanto a parda passou de 28,8% para 33,3%.
Aluguel cresce
O número de imóveis alugados aumentou significativamente. Em 2025, são 5 milhões de domicílios alugados, alta de 42,8% em relação a 2016, representando 28,5% do total.
Por outro lado, os imóveis próprios quitados caíram para 52,2%, enquanto 10,6% ainda estão sendo pagos.
Serviços básicos
Os serviços essenciais seguem com ampla cobertura. A coleta de lixo atende 99,1% dos domicílios, enquanto o esgotamento sanitário chega a 94,5%.
Mesmo assim, ainda há desigualdade entre áreas urbanas e rurais, principalmente no acesso ao saneamento básico.



