Medicamentos semelhantes ao Ozempic passam a ser autorizados no Brasil; agência alerta para golpes e venda ilegal de produtos experimentais
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas canetas injetáveis à base de semaglutida para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a doença. Os medicamentos também são conhecidos como “canetas emagrecedoras” por favorecerem a perda de peso.
Os novos produtos aprovados são:
- Owozy;
- Seemasun;
- Zempneo;
- Semavy;
- Orsema.
Segundo a Anvisa, os medicamentos foram registrados por comparação com o Ozempic e utilizam a semaglutida sintética, substância que atua como um agonista do receptor de GLP-1, hormônio responsável por estimular a produção de insulina e aumentar a sensação de saciedade.
As canetas são indicadas como complemento à alimentação saudável e à prática de exercícios físicos, especialmente para pacientes que não podem utilizar a metformina por contraindicação ou intolerância.
Maior número de aprovações
A agência informou que esta é a maior aprovação já realizada no Brasil para medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1. O aumento dos pedidos ocorreu após o desenvolvimento, em laboratório, de versões sintéticas da semaglutida.
Atualmente, cerca de 68% dos pedidos de registro de medicamentos injetáveis destinados ao tratamento da obesidade e do diabetes protocolados na Anvisa são de produtos sintéticos.
Alerta contra golpes
A Anvisa reforçou que não comercializa medicamentos e alertou que são falsos os anúncios divulgados na internet que afirmam vender canetas emagrecedoras em nome da agência.
O órgão orienta que consumidores denunciem esse tipo de fraude por meio da plataforma Fala.BR.
Retatrutida ainda não foi aprovada
A agência também esclareceu que a Retatrutida, medicamento experimental desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, ainda não recebeu aprovação para uso em nenhum país.
Segundo a Anvisa, o produto permanece em fase de estudos clínicos e sequer teve pedido de registro apresentado no Brasil. A venda da substância pela internet ou por redes sociais é considerada ilegal, e produtos têm sido apreendidos nas fronteiras como contrabando.
A agência alerta que o uso de medicamentos de origem desconhecida representa riscos à saúde e recomenda que a população utilize apenas produtos devidamente registrados e adquiridos em estabelecimentos autorizados.



