Polícia Civil e Vigilância Sanitária investigam comercialização de produtos sem procedência; quatro pessoas foram presas em Araras
Uma jovem que teria utilizado uma das supostas canetas emagrecedoras investigadas pela Polícia Civil precisou ser internada em estado gravíssimo. O caso passou a integrar uma investigação sobre a comercialização de produtos sem procedência, que resultou na prisão de quatro pessoas em Araras (SP) nesta quarta-feira (12).
A ação foi realizada em conjunto pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária e apura a venda de canetas para emagrecimento por meio das redes sociais.
As autoridades ainda investigam se existe relação entre o uso do produto e o grave estado de saúde apresentado pela jovem. Até o momento, essa ligação não foi confirmada.
Canetas não tinham procedência conhecida
Segundo o delegado responsável pela investigação, ainda não é possível afirmar qual substância estava presente nas canetas apreendidas.
Os produtos não apresentavam procedência conhecida nem informações consideradas confiáveis sobre sua composição. Por isso, a investigação busca identificar exatamente quais substâncias eram utilizadas nos produtos e os possíveis riscos oferecidos aos consumidores.
O caso da jovem será analisado para verificar qual produto ela teria utilizado e se alguma substância pode ter contribuído para o agravamento do quadro de saúde.
Quatro pessoas foram presas
A investigação que apura a comercialização irregular das canetas resultou na prisão de quatro pessoas em Araras.
A Polícia Civil busca agora esclarecer a origem dos produtos, a composição das substâncias, como as canetas eram distribuídas e se outras pessoas também podem ter utilizado os produtos investigados.
Durante a operação, o delegado fez um alerta sobre os riscos da utilização de produtos de origem desconhecida.
“As pessoas estão virando laboratório de si mesmas”, afirmou.
As autoridades orientam a população a não comprar ou utilizar medicamentos e produtos para emagrecimento comercializados de maneira irregular, principalmente pelas redes sociais, quando não houver comprovação de procedência, composição e segurança.
A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do caso e verificar se há relação entre o produto investigado e o estado de saúde da jovem.



