quinta-feira, 13 agosto, 2026
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Jovem fica em estado gravíssimo após usar suposta caneta emagrecedora vendida pelas redes sociais

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Polícia Civil e Vigilância Sanitária investigam comercialização de produtos sem procedência; quatro pessoas foram presas em Araras

Uma jovem que teria utilizado uma das supostas canetas emagrecedoras investigadas pela Polícia Civil precisou ser internada em estado gravíssimo. O caso passou a integrar uma investigação sobre a comercialização de produtos sem procedência, que resultou na prisão de quatro pessoas em Araras (SP) nesta quarta-feira (12).

A ação foi realizada em conjunto pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária e apura a venda de canetas para emagrecimento por meio das redes sociais.

As autoridades ainda investigam se existe relação entre o uso do produto e o grave estado de saúde apresentado pela jovem. Até o momento, essa ligação não foi confirmada.

Canetas não tinham procedência conhecida

Segundo o delegado responsável pela investigação, ainda não é possível afirmar qual substância estava presente nas canetas apreendidas.

Os produtos não apresentavam procedência conhecida nem informações consideradas confiáveis sobre sua composição. Por isso, a investigação busca identificar exatamente quais substâncias eram utilizadas nos produtos e os possíveis riscos oferecidos aos consumidores.

O caso da jovem será analisado para verificar qual produto ela teria utilizado e se alguma substância pode ter contribuído para o agravamento do quadro de saúde.

Quatro pessoas foram presas

A investigação que apura a comercialização irregular das canetas resultou na prisão de quatro pessoas em Araras.

A Polícia Civil busca agora esclarecer a origem dos produtos, a composição das substâncias, como as canetas eram distribuídas e se outras pessoas também podem ter utilizado os produtos investigados.

Durante a operação, o delegado fez um alerta sobre os riscos da utilização de produtos de origem desconhecida.

“As pessoas estão virando laboratório de si mesmas”, afirmou.

As autoridades orientam a população a não comprar ou utilizar medicamentos e produtos para emagrecimento comercializados de maneira irregular, principalmente pelas redes sociais, quando não houver comprovação de procedência, composição e segurança.

A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do caso e verificar se há relação entre o produto investigado e o estado de saúde da jovem.

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