quarta-feira, 8 julho, 2026
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MPSP denuncia quatro pessoas por morte de jovem em salto de rope jump

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O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) denunciou quatro pessoas pelo envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, que caiu de uma altura de aproximadamente 30 metros durante um salto de rope jump.

A denúncia foi apresentada nesta terça-feira (7) pela Promotoria de Justiça de Limeira (SP). Três acusados poderão responder por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima.

Uma quarta pessoa também foi denunciada pelo mesmo crime, mas por omissão imprópria, na condição de responsável pela segurança dos participantes, além de fraude processual.

O acidente aconteceu no dia 13 de junho, em um viaduto ferroviário desativado conhecido como Ponte do Esqueleto. A jovem havia pago para participar da atividade.

Segundo a investigação do MPSP, os responsáveis promoviam saltos para cerca de 80 a 100 pessoas por dia, sem estrutura formal e sem seguir protocolos básicos de segurança.

A vítima participou da modalidade conhecida como “aviãozinho”, em que os operadores levantam o participante e fazem o lançamento da estrutura. Conforme a denúncia, Maria Eduarda foi arremessada sem que a corda de segurança estivesse conectada ao equipamento preso ao corpo dela, causando a queda fatal.

O Ministério Público aponta que os envolvidos tinham conhecimento dos riscos da prática, mas não adotaram medidas consideradas essenciais, como a conferência da conexão da corda e a dupla checagem dos equipamentos.

Ainda segundo a denúncia, o grupo explorava comercialmente a atividade e priorizava a divulgação dos saltos nas redes sociais, sem atender às exigências de segurança.

O MPSP também afirma que a organizadora do evento tinha responsabilidade de garantir condições seguras e interromper a atividade diante de falhas, mas não tomou providências mesmo após ter conhecimento de um problema operacional anterior.

Ela também foi denunciada por fraude processual. Segundo o Ministério Público, teria determinado a localização de uma câmera GoPro usada pela vítima e a exclusão das imagens registradas, com objetivo de dificultar a investigação. O equipamento não foi encontrado.

O MPSP pediu a manutenção da prisão preventiva dos três homens investigados e a conversão da prisão temporária da mulher em preventiva.

Além da condenação dos acusados, os promotores solicitaram que a Justiça estabeleça uma reparação de R$ 200 mil pelos danos causados.

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