domingo, 26 abril, 2026
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Anvisa discute novas regras para canetas emagrecedoras e alerta para riscos do uso indiscriminado

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa, nesta semana, uma proposta de instrução normativa que estabelece novos procedimentos e requisitos técnicos para medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras.

Esses medicamentos, que incluem substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, têm sido cada vez mais utilizados no tratamento de obesidade e diabetes. No entanto, o aumento da popularidade também tem gerado preocupação com o uso indiscriminado e o crescimento do mercado ilegal.

Atualmente, a venda dessas medicações é permitida apenas com prescrição médica. Mesmo assim, a Anvisa tem identificado a circulação de produtos irregulares, incluindo versões manipuladas sem autorização.

Diante desse cenário, a agência vem intensificando ações de fiscalização e criou grupos de trabalho para reforçar o controle sanitário e garantir a segurança dos pacientes.

Uso seguro e conscientização
Neste mês, a Anvisa firmou uma parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) para promover o uso racional e seguro dessas medicações.

A iniciativa prevê troca de informações, alinhamento técnico e ações educativas para reduzir riscos à saúde da população.

Benefícios e riscos
Especialistas destacam que as canetas emagrecedoras representam um avanço importante no tratamento da obesidade e do diabetes, contribuindo para a perda de peso, controle da glicose e redução de riscos cardiovasculares.

Por outro lado, o uso sem acompanhamento médico pode trazer riscos. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náuseas, vômitos e sintomas gastrointestinais. Em casos mais graves, há registros de complicações como pancreatite.

Dados recentes da própria Anvisa apontam que, apenas no segundo semestre de 2025, foram importados mais de 100 quilos de insumos para esse tipo de medicamento — quantidade suficiente para cerca de 20 milhões de doses. No mesmo período, mais de 1,3 milhão de produtos foram apreendidos por irregularidades.

Alerta contra mercado ilegal
Autoridades de saúde reforçam que a compra de medicamentos fora de canais oficiais aumenta significativamente os riscos, principalmente devido a problemas de armazenamento, transporte e procedência desconhecida.

Entre as principais orientações estão: utilizar apenas produtos regularizados, seguir prescrição médica, adquirir medicamentos em locais autorizados e respeitar as doses indicadas.

A Anvisa segue avaliando novas medidas para conter abusos e garantir que o uso dessas medicações ocorra de forma segura e adequada.

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