Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de São Paulo indica que a combinação de exercícios aeróbicos com atividades cognitivas pode trazer benefícios para pessoas com Doença de Parkinson.
O estudo avaliou como essa associação influencia funções motoras e cognitivas, especialmente a capacidade de caminhar — uma das mais afetadas pela doença.
Resultados da pesquisa
Os pesquisadores analisaram 20 voluntários diagnosticados com Parkinson, que participaram de diferentes intervenções: exercícios físicos, atividades cognitivas e a combinação de ambos.
Os resultados mostraram melhora em funções cognitivas importantes, como flexibilidade mental e controle inibitório. Esses avanços indicam que a prática combinada pode contribuir para o funcionamento executivo do cérebro.
Embora não tenham sido identificadas mudanças significativas na automaticidade do andar, os dados apontam que as intervenções ajudam a ativar áreas cerebrais ligadas ao controle motor e cognitivo.
Impactos da doença
A Doença de Parkinson afeta estruturas cerebrais responsáveis por movimentos automáticos, fazendo com que tarefas simples, como caminhar, exijam maior esforço mental. Isso pode aumentar o risco de quedas e comprometer a qualidade de vida dos pacientes.
Importância da abordagem combinada
Segundo os pesquisadores, unir estímulos físicos e cognitivos pode ser uma estratégia complementar ao tratamento tradicional, que geralmente inclui medicamentos, mas não resolve completamente dificuldades motoras.
Próximos passos
O estudo abre caminho para novas pesquisas, com amostras maiores e acompanhamento a longo prazo, para aprofundar os efeitos dessa abordagem.
A expectativa é que os resultados contribuam para o desenvolvimento de estratégias que aumentem a autonomia e melhorem a qualidade de vida de pessoas com Parkinson.


