domingo, 27 setembro, 2026
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Doação de pele pode ajudar pacientes com queimaduras graves

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Hospital Geral de Vila Penteado utiliza tecido doado como cobertura temporária em pacientes com grandes áreas queimadas; informação pode ajudar a reduzir recusas

No Dia Nacional do Doador de Órgãos, celebrado neste domingo (27), o Hospital Geral de Vila Penteado, na zona norte de São Paulo, reforça a importância da doação de tecidos, incluindo a pele, para o tratamento de pacientes com queimaduras graves.

A unidade, que é referência no atendimento a queimados e integra a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), utiliza pele doada como parte do tratamento de pacientes com queimaduras extensas. O tecido funciona como uma cobertura temporária das áreas lesionadas enquanto o paciente passa pelas demais etapas do tratamento.

Segundo a Central de Transplantes do Estado, São Paulo contabilizou, até agosto deste ano, 700 doadores e 6.099 captações de órgãos e córneas.

Em 2025, foram realizados 8.875 transplantes no estado, número 6,8% superior ao registrado em 2024, quando foram realizados 8.311 procedimentos.

Pele também pode ser doada

Além dos órgãos destinados aos transplantes, tecidos como pele e córneas também podem ser doados e beneficiar pacientes.

No caso das queimaduras extensas, a perda da pele compromete uma das principais barreiras de proteção do organismo. Isso pode aumentar o risco de infecções, perda de líquidos e outras complicações.

Nessas situações, a pele doada pode ser utilizada temporariamente para proteger as áreas afetadas e auxiliar no tratamento.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), cerca de 70 mil internações por queimaduras são registradas anualmente na rede pública de saúde brasileira.

Falta de informação ainda gera dúvidas

Apesar da importância da doação de pele, o procedimento ainda enfrenta resistência. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, parte das recusas está relacionada à falta de informação sobre a doação de tecidos e sobre os procedimentos realizados após a autorização da família.

Para David Ribeiro, coordenador da Unidade de Queimados do Hospital Geral de Vila Penteado, ampliar o acesso à informação pode ajudar as famílias a compreenderem melhor o processo.

“Ainda existe muito desconhecimento sobre a doação de pele. Muitas pessoas não sabem que esse tecido pode ser utilizado no tratamento de pacientes com queimaduras e que existem protocolos rigorosos para todo o processo”, afirma.

O médico explica que a pele exerce funções importantes para o organismo, incluindo a proteção contra agentes externos e a manutenção da hidratação e da temperatura corporal.

Quando grandes áreas do corpo são atingidas por queimaduras, a perda dessa barreira exige atendimento especializado e estratégias adequadas para a cobertura das lesões.

Família autoriza doação após a morte

No Brasil, a doação de órgãos e tecidos após a morte depende da autorização da família.

Por isso, a orientação da SES-SP é que as pessoas que desejam ser doadoras conversem antecipadamente com seus familiares sobre essa decisão.

Manifestar a vontade ainda em vida pode ajudar a família a conhecer o desejo do potencial doador e facilitar a decisão no momento em que a autorização for solicitada.

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