domingo, 27 setembro, 2026
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Primavera aumenta risco de sintomas respiratórios e alergias

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Pólen, mudanças de temperatura, ar seco, poeira e poluentes podem provocar ou agravar sintomas de asma, rinite e conjuntivite alérgica

A chegada da primavera pode aumentar a ocorrência de sintomas respiratórios e agravar doenças alérgicas. Com a floração, cresce a quantidade de pólen no ar, enquanto as mudanças rápidas de temperatura, os períodos de baixa umidade e a maior presença de poeira e poluentes podem irritar as vias respiratórias.

Segundo especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), essas condições podem provocar sintomas como espirros, congestão nasal e tosse, além de agravar problemas já existentes, como asma, rinite e conjuntivite alérgica.

A alergista do Iamspe, Fátima Rodrigues Fernandes, explica que o pólen pode atuar como um alérgeno. Em pessoas sensibilizadas, o sistema imunológico reconhece essas partículas e desencadeia uma reação inflamatória.

Entre os sintomas estão coceira no nariz, espirros, coriza e congestão nasal.

O ar muito seco, comum nesta época do ano, também pode ressecar e irritar as mucosas, que funcionam como uma barreira de proteção das vias respiratórias.

Sintomas merecem atenção

A primavera também pode agravar problemas respiratórios que já existem.

No caso da asma, sinais como falta de ar progressiva e chiado intenso ao respirar merecem atenção.

Na rinite, são comuns espirros frequentes, coriza, coceira e obstrução nasal.

Já pessoas com conjuntivite alérgica podem apresentar coceira, vermelhidão e lacrimejamento dos olhos.

Cuidados durante a primavera

Para pessoas com asma ou rinite que fazem tratamento, a orientação é manter o uso dos medicamentos conforme a indicação médica.

Outros cuidados recomendados incluem:

  • manter a casa ventilada e limpa;
  • controlar a presença de poeira e ácaros;
  • evitar fumaça de cigarro e outros agentes irritantes;
  • manter-se bem hidratado;
  • realizar lavagem nasal com solução salina quando indicada.

Para pessoas alérgicas ao pólen, também é recomendado evitar manter portas e janelas abertas por períodos prolongados. Após atividades demoradas ao ar livre, pode ser útil trocar de roupa e tomar banho.

Crianças e idosos precisam de atenção

Crianças e idosos também devem manter o acompanhamento médico durante a estação.

É importante revisar o tratamento quando necessário, conhecer os primeiros sinais de piora e saber utilizar corretamente os medicamentos e dispositivos inalatórios.

A identificação precoce dos sintomas pode ajudar no acompanhamento adequado durante os períodos em que fatores ambientais aumentam a irritação das vias respiratórias.

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